segunda-feira, 30 de março de 2015



ANINHA E SUAS PEDRAS

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

                                                                                                                                      (Outubro, 1981)

sábado, 28 de março de 2015

Distopia - Projeto Leitura Mágica 2015

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury



Este livro é, sem dúvida, um clássico para todas as gerações. Mesmo  escrito há algum tempo, seu tema é muito atual. É o típico livro que fala sobre livros (assim como em Coração de Tinta). 

A história se passa no futuro, em que as pessoas são privadas de terem e lerem livros. As casas são à prova de fogo e, seus moradores, possuem televisões enormes, onde assistem apenas realities show e programas que, literalmente, controlam a vida das pessoas.

Os bombeiros também já não são como os conhecemos. Ao invés de apagarem os incêndios, eles colocam fogo. E adivinhem no quê?! Sim, nos livros!!! Ninguém pode possuí-los! Mas nosso protagonista sofre uma reviravolta em sua vida! 

Este livro nos faz refletir como, realmente, conhecimento é poder. Desde sempre foi assim e, acredito, que vai continuar sendo assim. A mídia manipuladora, o enfraquecimento do pensamento, falta de acesso à informação, a esperança daqueles que lutam por conservar e preservar a história... tudo isso podemos encontrar em Fahrenheit 451.

Leiam e reflitam...será que hoje não acontece o mesmo, mas de uma forma diferente?! O que eu posso fazer para melhorar esta situação?!

Sick Lit - Projeto Leitura Mágica 2015


Dibs: em busca de si mesmo - Virginia M. Axline



Bom pessoal, após ler -Porque coisas ruins acontecem as pessoas boas - , fiquei na dúvida se era ou não Sick Lit, resolvi complementar com esta leitura, Dibs: em busca de si mesmo  .

Dibs, tem 5 anos de idade, uma criança de comportamento estranho, agressivo e desligado do mundo.
Seu pai era um cientista famoso e ausente. Sua mãe uma cirurgiã e frustrada, já que teve que abandonar a carreira por causa de Dibs. Ele também tem uma irmã a Dorothy.

Com o comportamento estranho de Dibs na escola, ora de uma inteligência especial e ora de retardamento mental. A escola resolve chamar um especialista em psicologia.

Assim começam as sessões com Dibs. Ele tratava a psicóloga por D.A. Ela usou a ludoterapia, realizada no Centro de Orientação Infantil, onde  trabalhava. No início do tratamento com brinquedos, ele ficava sempre quieto e mostrava o quanto não gostava de sua família e permanecia sempre de 'portas fechadas'.
Conforme as sessões caminhavam, Dibs ia melhorando, se descobrindo. Suas angústias foram transformadas em alegria. A forma como falava pela pouca idade era surpreendente. Começou a ter mais confiança em si mesmo.
Com as sessões regulares, começou a interagir mais com os colegas, dialogava, aprendia melhor, mostrou seus conhecimentos, aqueles escondidos.
Dibs era autista e com a ajuda da D.A, ele conseguiu se encontrar.
Antes que me esqueça, a psicóloga D.A. assim chamada por seu paciente, é a autora deste livro, uma história verídica da Sra Virginia M. Axline.

Um livro comovente!



Quando coisas ruins acontecem as pessoas boas  - Harold S. Kushner


Este livro nos faz refletir nossas atitudes, conceitos e o que pregamos quando o sofrimento está no outro e quando chega até nós.
Depois da morte de seu filho, com 14 anos na época, o Rabino Harold teve que reaprender a lidar com sua dor, mudar suas opiniões, atitudes e saber que a natureza segue suas próprias leis.
O Rabino começa a ver Deus de uma forma diferente, às vezes estranha, quando coloca Deus de lado e começa a ser mais racional.
Algumas partes do livro discordei, outras até agora faço minhas reflexões e estou em busca de mais detalhes em outros livros.
Tenho certeza que Deus, na sua infinita bondade, nos dá forças e sabedoria, para suportar as surpresas da vida. Devemos ter em mente que Deus não é um mágico esperando o espetáculo começar, para que a platéia veja os seus “truques”. E que Ele não é um Pai rancoroso, que escolhe quem vai sofrer ou não.
Mesmo no silêncio Ele está ali... o livro nos dá uma dimensão do quanto nos culpamos e sofremos, por falta de entendimento. Também cita livros e historinhas que torna o livro mais leve, em alguns momentos.


Convido vocês a lerem e depois deixe sua opinião.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Desafio das Capas - Março -

Este mês o tema era: elemento da natureza.


O oceano no fim do caminho - Neil Gaiman

Comecei a ler este livro por causa da capa, não conhecia o autor Neil Gaiman e arrisquei.
Já de início o que chama atenção é o protagonista. Em momento algum é citado seu nome. Então, penso com meus botões, o autor, deixa a sugestão que poderia ser o próprio leitor!?
Nosso misterioso protagonista tem 40 anos e, por causa de um funeral, teve que voltar a sua cidade natal, assim, relembrando sua inesquecível infância.
Ao ver alguns lugares que marcaram esta época, ele percebe que está de frente com um lago (ou seria um oceano?!). E neste lugar, ele nos leva junto para uma aventura, destas que só um menino de 7 anos sabe bem contar.
“Pegue na minha mão e não solte por nada”, assim fui convidada e mergulhei nesta aventura. Sim, euzinha, a blogueira que vos fala.
A forma como o autor lida com os sentimentos do personagem na vida real, chega a nos fazer sentir que também ele nos conhece, quando ele mostra o menino com aqueles medinhos que todos nós passamos quando criança, a coragem que vem não se sabe de onde, o amor pelos animais, a solidão e, uma coisa que me identifico, o gosto pela leitura, tem algo de familiar. E sabe né, cabeça de criança é fértil.
A mãe do nosso garoto tem uma coleção de livros, dos quais ele mistura com suas aventuras solitárias. Quer dizer, quase. Depois de uma morte, ele acaba por conhecer Lettie Hempstock, uma garota estranha, sua mãe e avó misteriosa. Daí que começa uma misteriosa história recheada de fantasia e amizade.
Neil Gaiman usa de muitas alegorias, conflitos familiares, mitos, livros... Gente, é uma mistura de tudo e mais um pouco. Há pontos indecifráveis, recheados de ternura e medo.
O livro deixa várias coisas em aberto, assim como o nome do protagonista, o final e alguns pontos da história. Seria, talvez, para nós, meros leitores, preenchermos esta lacuna, como “contadores” desta  aventura?
Ah! Ia me esquecendo, a governanta Ursula Monkton, bonita e misteriosa, desejo que você não há conheça.

Boa leitura, se os pássaros vorazes permitirem e até a próxima!

domingo, 22 de março de 2015

Clássico da Literatura Juvenil

Olá pessoal!

Muito de vocês conhecem a linda história da pequena Heidi. E muitos também nunca ouviram falar dessa doce menininha.



Escrito em 1880 pela escritora Johanna Spyri, que de maneira atemporal conta a história de uma pequena orfã e de como ela conquista todos por onde passa.

Ficou com vontade de saber mais?  Veja a resenha aqui e saiba sobre Heidi e suas aventuras.



Livro

sexta-feira, 20 de março de 2015

Estação da alma




Canção do Outono

Cecília Meireles

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...


quinta-feira, 19 de março de 2015

Folhas de rosa
                                               
                                                                                 Florbela Espanca

Todas as prendas que me deste, um dia,
Guardei-as, meu encanto, quase a medo,
E quando a noite espreita o pôr-do-sol,
Eu vou falar com elas em segredo ...


E falo-lhes d'amores e de ilusões,
Choro e rio com elas, mansamente...
Pouco a pouco o perfume do outrora
Flutua em volta delas, docemente ...


Pelo copinho de cristal e prata
Bebo uma saudade estranha e vaga,
Uma saudade imensa e infinita
Que, triste, me deslumbra e m'embriaga


O espelho de prata cinzelada,
A doce oferta que eu amava tanto,
Que reflectia outrora tantos risos,
E agora reflecte apenas pranto,


E o colar de pedras preciosas,
De lágrimas e estrelas constelado,
Resumem em seus brilhos o que tenho
De vago e de feliz no meu passado...


Mas de todas as prendas, a mais rara,
Aquela que mals fala à fantasia,
São as folhas daquela rosa branca
Que a meus pés desfolhaste, aquele dia...

segunda-feira, 9 de março de 2015

O Ano da Leitura Mágica - Projeto Leitura Mágica 2015



Falha nossa!!!! 
Como diz o ditado: "Antes tarde do que nunca"... 
Li e fiz o scrap em janeiro e esqueci de postar.


O Ano da Leitura Mágica - Nina Sankovitch

                           


Ao passar pela experiência da perda de sua irmã mais velha AnneMarie, vítima de câncer. Nina Sankovitch percebe que seu luto perdura e resolve fazer um desafio consigo mesma.

Por um ano, todos os dias, seu desafio será ler um livro. Sempre de autores diferentes, não reler os livros já lidos e com no máximo 300 folhas.

E mais, ela faz resenha de cada um deles, destacando como aquele livro afetou sua vida e publica em seu blog.

Casada, mãe de 4 filhos, planejou tudo, e se saiu bem quando as coisas não fluíam como planejado.

Nina encontra refúgio na literatura e passa no final sua mensagem de superação.

Gostei quando a autora cita passagens dos livros. Tem bons argumentos e acaba por nos emocionar em alguns momentos. É um livro razoável, às vezes cansativo e com alguns exageros.

Se, está na dúvida de qual livro ler, Nina nos dá uma lista deles e deixa a lição que os livros nos transformam.

domingo, 1 de março de 2015

Desafio "Tem que ler mesmo?"

Um é pouco, dois é bom, três é demais... só que não!
Como  se não bastasse dois desafios, inventamos um terceiro... 

Dois jovens gostaram dos desafios, do qual participo, mas devido aos estudos não dariam conta. Então, numa simples brincadeira, criaram um novo. Com o singelo nome de "Tem que ler mesmo?" Respondo: SIM!!! 

Abaixo deixamos os temas e a regra.
E aí? Aceita o desafio?