terça-feira, 28 de abril de 2015

Romance de época - Projeto Leitura Mágica 2015


A Abadia de Northanger - Jane Austen
Heroínas de Jane Austen


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Percebi que falar de Jane Austen, é complicado. Deveria ser ao contrário, já que sou fã de carteirinha. Talvez por isso que assim o seja.



O livro que escolhi para o desafio foi ‘A Abadia de Northanger’, li e reli outros livros de Jane Austen mas, esse foi novidade. E coloca novidade nisso!

“Uma nota sobre o texto – ‘A Abadia de Northanger foi escrita de 1797 a 1798, sob outro título. O manuscrito foi revisado em 1803 e vendido a um editor de Londres, Crosbie & Co., que o revendeu em 1836. O texto da Signet Classic foi baseado na primeira edição, publicada por John Murray, em Londres, no ano de 1818 – o ano seguinte à morte da senhorita Jane Austen.' ” (pg. 137)

É um dos trabalhos mais divertidos de Jane Austen e recheado de ironia e muito mais sarcástico.

O que também me chamou a atenção, são as referências aos romances góticos. Catherine Morland nossa heroína, leitora compulsiva, tem como autora preferida, Ann Radcliffe (Mistérios de Udolpho), livro de 1794. Em off, fiquei com vontade de ler.  (rs) 

Austen nos diverte, com a ideia de eventos sobrenaturais, da criativa cabecinha de Catherine Morland. Também cita trechos, sempre como referência a pensamentos e atitudes desta menina de 17 anos.

Catherine Morland, vive num pacato vilarejo. Bom por aí você já imagina uma linda moça, educada e cheia de formosura, só que não!!!! Veja como nossa autora a descreve: 

“Ninguém que tenha visto Catherine Morland em sua infância poderia supor que ela tivesse nascido para ser uma heroína”. ... "foi tão correta quanto os demais. Dona de compleição magra e estranha, pele pálida, sem cor, cabelos pretos e escorridos,...” “Era apaixonada pelas brincadeiras dos garotos...” e por aí vai. Você que já leu alguma obra de Jane Austen imaginaria uma heroína assim, pois bem, Jane a criou.

E não é só nossa heroína que  tem toda essa ‘formosura”, outros personagens também nos diverte e nos deixa irados. Austen nos apresenta através de cada um deles a sociedade da época. 

O Senhor e Senhora Allen(mulher futil), ricos e sem filhos, vizinhos de Catherine, é convidada por eles pra passar uma temporada na cidade de Bath. 

Isabella Thorpe (interesseira) que se torna sua melhor amiga, digo de passagem “amiga da onça”. 

John Thorpe (inconveniente), irmão de Isabella , vive cortejando Catherine, rapaz de língua afiada e mentiroso, amigo de James Morland (o chato), irmão de Catherine, apaixonado por Isabelle Thorpe.

Henry Tilney é o par romântico de Catherine. Ele dá asas à imaginação de Catherine, ele é descrito como um homem comum, sem nada de especial em sua fisionomia mas, bondoso, sarcástico e inteligente. Seu pai Coronel Tilney, proprietário da Abadia de Northanger(‘um obstáculo ao humor dos seus filhos’), seu irmão mais velho Capitão Tilney e sua irmã Eleanor(doce e retraída) o oposto de Isabella, aos poucos se torna amiga de Catherine.

Tudo acontece entre passeios, bailes, artimanhas, compras, convites inesperados, paixões. O ápice da história, quando Catherine recebe o convite para conhecer a Abadia, ali ela coloca sua imaginação pra funcionar. Ela mistura realidade com suas leituras, faz uma salada mista.

Henry colabora muito pra que a imaginação de nossa heroína flua.

“ E você está preparada para encontrar todos os horrores que um prédio ‘igual aos que se lê’ podem proporcionar? Seu coração é resistente? Seus nervos são adequados para estantes deslizantes e tapeçarias?” 

“Catherine tremeu dos pés à cabeça”. ... “ A tempestade lá fora estava terrível!” ... O manuscrito, tão surpreendentemente encontrado...” “ a tranca da sua porta era agitada...” 
“Que os céus não deixem Henry Tilney saber de sua fantasia!” 

De ingênua, ela passa a amadurecer na trama, começa ver as coisas como realmente são. 

Jane cria situações inusitadas e engraçadas. Um romance cativante, repleto de surpresas, irônico e deixa claro como funcionava a sociedade e o lugar da mulher em sua época.

Jane Austen, recomendo sempre!

Veja também: Mansfield Park
                          Orgulho e Preconceito
                          Razão e Sensibilidade

Ficção Científica - Projeto Leitura Mágica 2015

Fortaleza Digital - Dan Brown




“Fortaleza Digital”, escrito por Dan Brown, retrata a questão da “espionagem” por parte da NSA (Agência de Segurança Nacional), entidade dos Estados Unidos que recebe informações digitais de diversos lugares. 

Ao se depararem com um código que não pode ser quebrado, a NSA chama seus melhores criptógrafos. Porém, Ensei Tankado, que foi quem desenvolveu esse código, diz que somente ele e mais uma pessoa pode decifrá-lo, nem o poderoso computador, o TRANSLTR, consegue resolver este problema. Diga-se de passagem que, no livro, este supercomputador evitou diversos ataques, roubos etc, decifrando e-mails e todo tipo de dado encontrado na internet.

A trama tem como personagem central Susan, noiva de David, que é a criptógrafa chefe da NSA. Ela começa a desconfiar deste código e, aos poucos, vai descobrindo diversas informações e conhecendo realmente com quem ela trabalha.

Uma história que envolve perseguição, mortes, suspense, tecnologia...tudo o que o autor mais gosta em seus livros.

Este livro é, talvez, um dos poucos que Dan Brown escreveu e que não fala de religião. Ao ler, percebemos muitas semelhanças com algumas notícias do nosso dia-a-dia, como a questão da espionagem, por parte dos EUA, e como nossas informações podem ser vistas de qualquer lugar do mundo.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral



O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor , evento comemorado todos os anos no dia 23 de Abril, e organizado pela UNESCO para promover o prazer da leitura. Criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995. 

Direito autoral, direitos autorais ou direitos de autor são as denominações empregadas em referência ao rol de direitos dos autores sobre suas obras intelectuais, sejam estas literárias, artísticas ou científicas. 

Esta data, 23 de Abril foi escolhida porque no ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespearee e Garcilaso de la Vega.



Miguel de Cervantes foi um romancista, dramaturgo e poeta castelhano de meados do século XVI ,ficou conhecido pelo seu trabalho magnífico no romance Dom Quixote. Esta história se universaliza e se eterniza, torna-se fonte inesgotável de inspiração para outros artistas, até mesmo das artes visuais, como Pablo Picasso e Salvador Dalí e Portinari.
Cervantes deixou ainda, entre outros trabalhos, as Novelas exemplares (1612), uma coleção de contos que por si só já lhe daria direito a ocupar lugar de destaque nas letras; Viagem ao Parnaso (1614), revista dos poetas do tempo; Persiles e Sigismunda (1617), romance cheio de excentricidades, e diversas comédias, entre as quais se destacam: O labirinto de amor, O valente espanhol e O juiz dos divórcios.
 Consagrado como o precursor do realismo espanhol, no dia 23 de abril de 1616, em Madri, morre Cervantes, mesma data em que, coincidentemente, também morria William Shakespeare.



William Shakespeare foi um poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo.

Suas produções mais célebres e consagradas foram geradas entre 1590 e 1613. Inicialmente ele se dedicava a criar comédias e dramas históricos, com intenso requinte. Depois ele passou a se dedicar especialmente ao estilo trágico, até 1608. Surgem então os clássicos Hamlet, Rei Lear e Macbeth. 

O auge da fama de Shakespeare foi conquistado a partir do século XIX, principalmente entre os românticos, profundamente inspirados pela obra shakespeariana.

Algumas de suas obras: A Megera Domada; A Tempestade; Antonio e Cleópatra; As Alegres Matronas De Windsor;Romeu e Julieta entre outros.


Garcilaso de la Vega, um dos maiores expoentes do Século de Ouro espanhol. Supõe-se que todas as obras desse grande poeta, que inclui quarenta sonetos sete canções castelhano, foi escrito entre 1526 e 1535. Quase uma década depois de sua morte, seus escritos foram publicados pela primeira, no livro intitulado "As obras de Boscan com alguns dos Garcilaso de la Vega".

XI 
Ninfas belas, escondido no rio, 
feliz que você habitar nas tendas 
feito de pedras brilhantes 
e realizada em colunas de vidro; 

Agora vos styling embebecidas, 
ou tecendo tecidos delicados; 
Agora outro distante, 
dizendo-lhe os amores e vidas; 

vamos trabalhar por um tempo, elevando 
suas cabeças loiras para mim, 
e vós não ficar amplamente por ando; 

que ou pena esquentar ouvir, 
ou convertido em água aqui chorando, 
você pode espaço além de conforto.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Desafio das Capas - Abril -

Este mês o tema era: livro com ilustrações



História de Dois Amores - Carlos Drummond de Andrade

História de Dois Amores de 1985, o poeta Carlos Drummond de Andrade e o cartunista Ziraldo produziram uma bela obra, divertida, cheia de sentimentos e de uma singeleza ímpar. 

Começa com a história dos amigos Osbó e Cacundê, gerada na confiança. Mais a frente Osbó se torna amigo de um pulgo chamado Pul. Drummond com tamanha delicadeza trabalha os defeitos e qualidades, com maestria e doçura.

“... O amor aproxima, reúne as criações de Deus. Eu me sinto hoje mais perto de você do que antes...” 

Além do amor amigo, nosso caro escritor fala do amor, aquele de romance. Osbó conheceu Zanzul e Pul o pulgo mais chato que conheci, se enamorou da pulga de olhos brilhantes, Quéria.

“E assim viveram felizes toda a vida dois elefantes e duas pulgas, unidos pela mesma corrente de amor, a qual não move apenas pulgas e elefantes, mas, como disse o poeta, move igualmente o sol e as estrelas.” 

Este livro é de se apaixonar! Recomendo!

sábado, 18 de abril de 2015

Tempo de comemorar !

É festa!!!!! 
E com alegria hoje comemoramos o dia  Nacional do Livro Infantil.

José Bento Renato Monteiro Lobato, um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX, formado em Direito, Promotor Público, fazendeiro, editor de livros inéditos e autor de importantes traduções... Nasceu em 18 de abril de 1882, em Taubaté, no Vale do Paraíba. Faleceu em São Paulo, em 04 de julho de 1948.

O Dia Nacional do Livro Infantil foi instituído em 2002, ano em que foi criada a Lei 10.402/02, registrando a data de nascimento de Monteiro Lobato como o dia oficial da literatura infantojuvenil. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.

Sua primeira história infantil, "A menina do Narizinho Arrebitado", lançado no natal de 1920, com capa e desenhos de Voltolino, famoso ilustrador da época, com sucesso garantido, daí nasceram outros episódios. Com personagens como: Dona Benta - Avó de Pedrinho e Narizinho, é dona do Sítio do Picapau Amarelo. Tia Nastácia - Cozinheira de mão cheia. Narizinho - Menina doce, carinhosa e inteligente. Seu nome completo é Lúcia Encerrabodes de Oliveira. Pedrinho - Vive na cidade, é corajoso, esperto e tem espírito de líder. Gosta de passar suas férias no Sítio. Seu nome completo é Pedro Encerrabodes de Oliveira. Visconde de Sabugosa - Erudito e atrapalhado, vive na biblioteca entre os livros, pesquisando e estudando sobre vários assuntos. Emília - Boneca falante, é a irreverência em pessoa. Está sempre tendo ideias maravilhosas. É crítica, tagarela e mandona, com um gênio pra lá de forte que causa as maiores confusões. Nasceu muda, mas tomou as pílulas falantes do Dr. Caramujo, desandou a falar e não parou até agora.
Outros personagens como: o saci pererê, cuca, Príncipe Escamado, anjinho, Dona Carochinha , Rabicó, Tio Barnabé e tantos outros, fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos.



Os livros de Monteiro Lobato possuem uma continuidade episódica e devem ser lidos na seguinte ordem:

01 - Reinações de Narizinho 02 - Viagem ao Céu 03 - O Saci 04 - As Caçadas de Pedrinho 05 - Hans Staden 06 - História do Mundo para Crianças 07 - Peter Pan 08 - Emília no País da Gramática 09 - Aritmética da Emília 10 - Geografia de Dona Benta 11 - História das Invenções 12 - D. Quixote das Crianças 13 - Memórias da Emília 14 - O Poço do Visconde 15 - Serões de Dona Benta 16 - Histórias de Tia Nastácia 17 - O Picapau Amarelo 18 - O Minotauro 19 - A Chave do Tamanho 20 - A Reforma da Natureza 21 - O Espanto das Gentes- Fabulas




segunda-feira, 13 de abril de 2015

Pátria Amada Brasil

13 de abril comemora-se o dia da criação do Hino Nacional Brasileiro. A escolha da data foi em razão de uma manifestação em desacato ao ex-imperador, quando o mesmo embarcava para Portugal, no dia 13 de abril de 1831.
Sua música foi criada em 1822, por Francisco Manuel da Silva (1795-1865), recebendo inicialmente o nome de “Marcha Triunfa”. Em 1909 ganhou letra, elaborada pelo poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927).
Em 1922 a oficialização do hino, por Deodoro da Fonseca. A letra atual só foi oficializada em primeiro de setembro de 1971, na presidência de Epitácio Pessoa, através da Lei 5.700, sendo publicado no Diário Oficial de 2 de setembro de 1971.
O Hino Nacional Brasileiro é um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, conforme estabelece o art. 13, § 1.º, da Constituição do Brasil. Os outros símbolos da República são a bandeira nacional, as armas nacionais e o selo nacional. 
O hino nacional é um instrumento de homenagem à nação.

Letra do Hino Nacional Brasileiro

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores". (*)

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!


Significado dos termos usados na letra do Hino: 

· Margens plácidas - "Plácida" significa serena, calma. 
· Ipiranga - É o riacho junto ao qual D. Pedro I proclamou a independência. 
· Brado retumbante - Grito forte que provoca eco. 
· Penhor - Usado de maneira metafórica (figurada). "penhor desta igualdade" é a garantia, a segurança de que haverá liberdade. 
· Imagem do Cruzeiro resplandece - O "Cruzeiro" é a constelação do Cruzeiro do Sul que resplandece (brilha) no céu. 
· Impávido colosso - "Colosso" é o nome de uma estátua de enormes dimensões. Estar "impávido" é estar tranquilo, calmo. 
· Mãe gentil - A "mãe gentil" é a pátria. Um país que ama e defende os "filhos" (os brasileiros) como qualquer mãe. 
· Fulguras - do verbo fulgurar (reluzir, brilhar). 
· Florão - "Florão" é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América. 
· Garrida - Enfeitada. Que chama a atenção pela beleza. 
· Lábaro - Sinônimo de bandeira. "Lábaro" era um antigo estandarte usado pelos romanos. 
· Clava forte - Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

30 anos sem Cora Coralina


Em 10 de abril de 1985, falecia em Goiânia, Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretãs, nasceu em Goiás Velho, 20 de agosto de 1889, doceira, poetisa e contista brasileira. 


Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais), quando já tinha quase 76 anos de idade. 

Doce mulher, de alma sensível, soube enaltecer em belos versos as coisas corriqueiras do dia a dia.





O CÂNTICO DA TERRA 


Eu sou a terra, eu sou a vida. 

Do meu barro primeiro veio o homem. 
De mim veio a mulher e veio o amor. 
Veio a árvore, veio a fonte. 

Vem o fruto e vem a flor. 



Eu sou a fonte original de toda vida. 
Sou o chão que se prende à tua casa. 
Sou a telha da coberta de teu lar. 
A mina constante de teu poço. 
Sou a espiga generosa de teu gado 
e certeza tranquila ao teu esforço. 
Sou a razão de tua vida. 
De mim vieste pela mão do Criador, 
e a mim tu voltarás no fim da lida. 
Só em mim acharás descanso e Paz. 


Eu sou a grande Mãe Universal. 
Tua filha, tua noiva e desposada. 
A mulher e o ventre que fecundas. 
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor. 
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu. 
Teu arado, tua foice, teu machado. 
O berço pequenino de teu filho. 
O algodão de tua veste 
e o pão de tua casa. 


E um dia bem distante 
a mim tu voltarás. 
E no canteiro materno de meu seio 
tranquilo dormirás. 


Plantemos a roça. 
Lavremos a gleba. 
Cuidemos do ninho, 
do gado e da tulha. 
Fartura teremos 
e donos de sítio 
felizes seremos.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Charles Baudelaire



Nasceu na cidade de Paris (França) em 9 de abril de 1821, faleceu em 31 de agosto de 1867. Foi um importante poeta francês do século XIX. Atuou também como teórico e crítico de arte. É considerado um dos principais nomes e precursor do simbolismo literário.

Principais obras
- A arte romântica - 1852
- As flores do mal - 1857
- Os Paraísos Artificiais - 1860
- Pequenos poemas em prosa - 1862
- Miudezas - 1866


EMBRIAGUEM-SE

É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! 

Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Tempo de Comemorar!




O mês de abril está repleto de comemorações e o Ipsis Litteris não poderia deixar passar em branco. Então, mãos a obra!

Em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, foi criado o dia internacional do livro infantil, que é comemorado na data de seu nascimento (Odense, 2 de Abril de 1805 — faleceu em Copenhagen, 4 de Agosto de 1875). Foi escritor e poeta de histórias infantis, nascido na atual Dinamarca.






Andersen escreveu peças de teatro, canções patrióticas, contos, histórias e, principalmente, contos de fadas, pelos quais é mundialmente conhecido.






Entre os contos de Andersen destacam-se: O Abeto, O Patinho Feio, A Caixinha de Surpresas, Os Sapatos Vermelhos, O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei, A Princesa e a Ervilha, A Pequena Vendedora de Fósforos, A Polegarzinha, A Rainha do Gelo, A Pastora e o Limpa-chaminés, dentre outros.



 Se perguntarmos a uma criança quem escreveu a Pequena Sereia ou, quem sabe um desenho mais em voga hoje, Frozen, com certeza responderá que foi a Disney. Gracinha da mamãe, só que não... 







Frozen foi baseado no conto de fadas “A Rainha das Neves”, de Hans Christian Andersen, publicado em 1845. Assim como outros desenhos já citados.






Você sabia que o prêmio internacional mais importante do gênero Infantojuvenil, leva o nome de “Hans Christian Andersen”, é considerado o pequeno Nobel de Literatura?!

E o mais legal ainda, três brasileiros já receberam este prêmio. 
1982 - Lygia Bojunga - escritora; 
2000 - Ana Maria Machado - escritora; 
2014 - Roger Mello – ilustrador. 


Foi lançado, em 2003, o filme “A vida num conto de fadas” no original “Hans Christian Andersen: My Life as a Fairy Tale”, em que mescla sua vida com seus contos.