segunda-feira, 29 de junho de 2015

Lad Lit - Projeto Leitura Mágica


Um romântico incorrigível - Devan Shiper
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Sinopse:

Ele é um romântico incorrigível e também profissional, pois escreve uma coluna sobre casamentos para um importante jornal, cobrindo festas espetaculares de costa a costa do país. Mas há uma linha tênue entre ser um repórter bem-sucedido com uma matéria para escrever e ser um cara sozinho num sábado à noite, no casamento de um desconhecido.

Tudo muda na primeira noite do ano, quando Gavin conhece Melinda, uma jornalista de viagens com um espírito aventureiro. Mas Melinda vai embora e parece ter desaparecido sem deixar rastros. Gavin inicia então uma jornada por Nova York em busca dessa intrigante mulher. E aprende que há algo pior do que perdê-la: ter que escrever um artigo sobre o casamento dela.
                                                                            ***

Olá pessoal! Nossa já estamos no final de junho, nem imaginava que daria conta de cumprir este desafio. E vejam só, aqui estou!!!! Obrigada a galera do Projeto Leitura Mágica, meninas divertidas, batalhadoras, profissionais, mães , leitoras e a meu ver, arteiras de primeira linha e seus scraps maravilhosos.

Para o mês de junho uma das metas era ler um Lad Lit, escolhi 'Um romântico incorrígivel'.
Que conta a história de Gavin, um romântico assumido e Melinda.
Uma leitura fácil, com alguns momentos engraçados. Há vários personagens que fazem a história fluir.
O autor coloca um pouco de si, na história, já que ele também escreve sobre casamentos.
Gavin se mostra um homem 'diferente' , por ser mais sensível, romântico, sonhador, inseguro e tímido. 
Daria um bom filme sessão da tarde, sinceridade pra mim, este livro não deu liga. Ainda prefiro os Clássicos. Até agora nenhum 'Lit' me agradou.


terça-feira, 2 de junho de 2015

Livro com mais de 400 páginas - Projeto Leitura Mágica 2015

Juvenília - Jane Austen e Charlotte Bronte
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À primeira vista, Jane Austen e Charlotte Bronte parecem radicalmente opostas. Enquanto Austen representa a elegância e a proporção neoclássica, parodiando excessos literários e criticando as fraquezas humanas, Bronte imprime em sua escrita toda a paixão e a extravagância do espírito romântico. 

Numa época em que a literatura popular era considerada perigosa para a mente sugestionável das jovens, a erudição precoce, a originalidade e a liberdade de espírito aproximaram as duas autoras. E a consequência disso é uma produção bastante fértil na juventude de ambas, reunida neste volume. 
Para Jane Austen e Charlotte Bronte, a juvenília representou uma possibilidade de experimentação e desenvolvimento da complexidade de seus personagens. Através da leitura desses textos, podemos acompanhar a evolução de duas grandes escritoras da língua inglesa, que levaria a suas obras-primas: Orgulho e Preconceito e Jane Eyre. 

                                                                       ***

A pergunta que não quer calar. O que é Juvenília? Pois bem caros amigos também me fiz esta pergunta. E fui pesquisar no dicionário: substantivo feminino - As obras da mocidade de um autor. Logo, este livro tem preciosidades da juventude destas grandes escritoras inglesas. 

Tenho mais intimidade com as obras de Jane Austen, mas, posso garantir que Charlotte Bronte é tão boa quanto, sabe quando é igual, porém diferente. Elas são assim. 

“... Jane Austen é a personificação da elegância e da proporção neoclássica; Charlotte Bronte, por outro lado, representa toda a paixão e a extravagância do espírito romântico: nas características mais óbvias, essas duas autoras parecem ser radicalmente opostas”. 

“... a similaridade mais forte entre as duas tenha sido a produção e a preservação de fartos escritos de juventude”. 

“A obra de juventude de ambas, vista como um todo, pode ser encarada como algo que revela um processo de seleção: alguns experimentos são testados e desenvolvidos e ressurgirão em romances escritos mais tarde”. 

A Juvenília de Austen foi composta aproximadamente entre 1787-1793, quando a autora tinha entre 12 a 18 anos. Ela própria selecionou e dividiu sua obra em três volumes. São histórias inacabadas e curtas, dedicadas sempre aos familiares e alguns amigos. Menos crítica talvez por ainda ser jovem, com ambientes familiares aos seus romances publicados, bailes, chás, situações do cotidiano, etc. 

“... creio que meus modos e minha maneira de falar são muito refinados; há certa elegância, uma peculiar doçura neles que jamais vi em outros e que não posso descrever...”. Pg. 67 

“Minhas queridas meninas, agora chegou o momento em que vou colher as recompensas de todas as preocupações que tive e esforços que fiz durante sua educação”. Pg 151 

“Sua imaginação era fértil e, nas amizades, assim como em toda sua personalidade, ela demonstrava entusiasmo”. Pg.161 


A juvenília de Charlotte Bronte foi escrita ao longo de 10 anos, 1829-1839. A imaginação de Charlotte é muito fértil e repleto de magia.Junto com seu irmão Branwell, criaram o reino de Angria, inspirado em As mil e uma noites. Dividido em 4 volumes, com vários personagens em um mesmo universo, gênios, mitologia, magia, viagens marítimas, rebeliões e com um elaborado conjunto de personagens. Ela dá uma seqüência a história, que nos prende, alguns personagens crescem e Charlotte cria uma heroína perfeita. 

“Ali, envolto por nuvens, estava um enorme e terrível gigante. Na mão direita, ele tinha um clarim; na esquerda, dois dardos com pontas de fogo. Sobre uma nuvem carregada que deslizava diante dele estava seu escudo. Em sua testa escrito: “Gênio da Tormenta”.” 
Pg 220 

“Bem, megera, creio que pensou que eu havia esquecido a maneira insolente como se comportou comigo... Ajoelhe-se aos meus pés nesse instante e peça perdão com humildade e submissão por todas as ofensas passadas, ou...” 

“O coração do rei bateu e pulsou até que seu movimento pudesse ser visto no arfar de um peito esplêndido... com a corrente de seu sangue subindo até as faces e com a testa enevoada por pensamentos solenes, terríveis e desesperados.”   Pg 336 

Este não é um livro de leitura rápida, porém é uma leitura mais para estudo e muito agradável. 

Observação: Antes de ler este livro, recomendo que leia algumas das obras destas autoras.

Leia também:  Resenhas Heroínas de Jane Austen

Autor com sua inicial - Projeto Leitura Mágica 2015

O pobre de Deus - Nikos Kazantzakis

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Olá pessoal, caso esteja procurando uma literatura forte, comovente, rica de detalhes, reflexiva e contagiante, chegou a hora de ler este livro, ‘O pobre de Deus’ - (1953) de Nikos Kazantzakis (ateu). 



Um detalhe que me chamou atenção! Somos convidados pelo irmão Leão, para conhecermos a história de São Francisco de Assis. Conforme a narrativa acontece nos identificamos com esse mendigo, caminhamos talvez para um abismo de dúvidas, mistério e ao mesmo tempo de profunda compaixão e alegria. 

Uma narrativa rica de detalhes, reflexiva que nos faz rever nosso olhar diante do mundo, não é um livro religioso, mas  deve ser compartilhado e vivido. 

É um livro que nos fala de um homem, que sofre, chora, em busca de  Deus, que deseja encontrar seu caminho. Repleto de palavras doces, experiências vividas por homens e mulheres de carne e osso, com suas dores, dúvidas e desejos. 

O companheiro inseparável de São Francisco, irmão Leão, posso até dizer que muitas vezes achei que eu era (um leãozinho)... Ele nos pega pela mão, nos leva a passear, cantar, dançar, rir, chorar, aprender, porém com um detalhe, o caminho é sem volta. Sim! Uma experiência singular. 
Meus caros amigos, uma aventura interior, como se este personagem estivesse em você e você nele. 

Neste momento questionaríamos, mas  o livro não é sobre São Francisco? Sim, isso mesmo! Francisco tomado por Deus, muitas vezes nem percebe todo o sofrimento do irmão Leão, o aluno encantado pelo Mestre, sofre tudo por este amor. Francisco o mestre, Leão o aluno, Deus a lição a aprender e o leitor inebriado, pelo amor, amizade, sofrimento e lealdade. 

Ah! Irmão Leão... 

                                     Meu Amado Francisco... 

                                                                                          Clara minha doce Clara! 



“_ Irmão Leão – falou com voz resoluta _ , não tínhamos dito que formávamos os dois exércitos e que partíamos para libertar o Santo Sepulcro? Não sorrias. Tem fé! Para começar, faremos as coisas mais insignificantes, e aos poucos passaremos às importantes. E quando estas estiverem feitas, empreenderemos as impossíveis. Compreendes o que digo?...” pg. 51 

“Amor, Amor, filho querido de Deus, ergo as mãos para ti e suplico-te que me atendas: dilata os nossos corações de modo que possas amar todos os seres humanos, bons e maus; todos os animais, domésticos e selvagens; todas as árvores, fecundas e estéreis; todas as pedras, dos rios dos mares. Pois somos todos irmãos e seguimos o mesmo caminho, a estrada de regresso à casa de nosso Pai”.Pg. 169 

“_ Meus irmãos _ recomeçou _, a vida na terra é um sonho ilusório. A vida verdadeira, a eterna, espera-nos lá em cima no céu. Não fiquem de olhos abaixados para a terra, meus filhos! Pelo contrário, levantem-nos bem alto, abram a gaiola onde as almas lutam e sangram, e voem!” pg. 238 

“E és tu, Pai Francisco, que, para me ver, tomaste a aparência de um pardal...” pg 333 

Recomendo!      Paz e Bem!