segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Sombras da Primavera - Keila Gon

Olá pessoal!!
Participo do Book Tour, da Saga Cores de Outono.aqui . Este mês li  o segundo  livro Sombras da Primavera - Maldição do Mago.

Sinopse
Amor, escolha, compromisso...
No segundo volume da saga, Melissa e Vincent lutam para perseverar em suas promessas e arriscam suas vidas para encontrar uma resposta...
Quem controla o coração? O medo ou o amor?
Conflitos agitam a frágil realidade do Mundo Físico, enquanto intrigas se multiplicam em um Mundo Mágico, inóspito, onde nem tudo é o que parece ser. Amizades improváveis surpreendem com novas alianças; maldições e traições colocam o perigo perto de quem se ama. Sombra e Luz estão em confronto mais uma vez... Entre dificuldades e perdas, a esperança renasce com uma surpreendente descoberta e apenas a herança de uma linhagem única poderá mudar o rumo dessa história.
Melissa e Vincent confiaram no destino. Agora, precisam confiar na força deste amor.

                                                               *************

Posso dizer com certeza esse segundo livro foi muito bom.

Por curiosidade fui pesquisar o significado dos nomes das personagens principais, acredito que a escritora Keila Gon deve ter algum motivo para escolher estes nomes. Posso dizer como combina a personagem com seu respectivo nome. 
Vou deixar aqui minhas anotações sobre esta curiosidade.
Melissa: Significa “abelha”. O nome nasceu na mitologia grega, através de uma ninfa que cuidou e amamentou Zeus quando criança. Foi utilizado como um nome inglês pela primeira vez no século XVI para dar nome a uma fada no poema épico “Orlando Furioso” de Ludovico Ariosto, publicado em 1516.
Vincent: Significa “conquistador”, “vencedor”, “aquele que vence” ou “aquele que conquista”. Este nome é utilizado na Inglaterra desde o século XIII, onde se tornou bastante popular a partir do século XIX.
Alice: Significa “de qualidade nobre”, “de linhagem nobre”. O nome foi popularizado por volta do século XII na França e na Inglaterra, principalmente por influência dos romances da época, através das variantes latinizadas Alesia e Alicia
Arthur: Significa “pedra” ou “grande urso”. Passou a ser comumente utilizado na Inglaterra somente na Idade Média, influenciado principalmente pelos romances arturianos, tornando-se muito popular naquele país no século XIX.
                                                                               (Extraído do site:dicionariodenomesproprios.com.br)



Geralmente o segundo livro não costumo criar muita expectativa, mas posso dizer 'Sombras', foi além!

Houve mudanças significativas, como no caso de Alice a pequena já está dominando a arte de controlar seus poderes e também sabe que nem tudo deve ser tido, fora da montanha.

A família de Arthur passa por muitos problemas, mas o seu amor por Melissa não passa. As vezes penso que está mais para um sentimento de posse do que de amor.

Já Melissa se mostra um pouco mais madura, as vezes insiste em coisas na hora errada. Mimada mas ao mesmo tempo sabe a meta que deseja alcançar. Dividida, assustada, briguenta, doce e amarga, xereta e compreensiva, materna e filial, mas algo não mudou sempre apaixonada...

"Melissa, faça o certo. Não o fácil."

Vincent é um mistério a parte! Sabe o que quer , mas não pode vivenciar este momento mais mágico, do que suas próprias magias e encantamentos. Quanta coisa acontece com esse Mago, que enfeitiça, amaldiçoa, sofre, faz sofrer, ama, se doa! O vejo sempre numa balança, hora calmo, hora irritado, certo e incerto, confiante e desconfiado, briguento e doce ... Sua ausência doeu , não só para Melissa, mas a mim também!

"(...) E a distância não era negação, culpa ou conformidade. Era apenas adaptação."

Keila Gon como pode fazer isto com seus leitores. Que magia foi esta, que escrita maravilhosa, tenho certeza que havia uma poção mágica a cada página.

'"Sim ,sim" , disse a Fera, "meu coração é bom, mas eu ainda sou um monstro."
"Entre os homens", diz Bela,"há muitos que merecem esse nome mais do que você, e eu prefiro você, assim como você é, àqueles que, sob forma humana, escondem um coração traiçoeiro, corrupto e ingrato." pg 137

O amor de Melissa e Vincent é de pura magia, em todos os sentidos!

'E a necessidade de tê-la junto a mim trouxe novamente o medo de perdê-la.
(...) Eu amava ... desejava-a, não poderia mais viver sem ela. E, infelizmente, esse amor era sua sentença. Conviver com isso era a maior prova de minha essência sombria.'

"(...) Ele estava com medo de mim? Mas eu não estava fazendo aquilo. Estava? ...apavorada por ver o homem que amava desfalecendo no chão. E seja lá o que isso era, tinha a mais absoluta certeza de que estava ali para protegê-lo, não machucá-lo."

Pessoal o livro não se resume só neste casal, tem muita coisa, muita magia, amizade e falsas amizades, mistério, um leve suspense, brigas, amores e infelicidades.

O legal que a autora não esqueceu dos outros personagens, todos se envolvem na trama e esclarecem alguns fatos; o querido vô George, Alex, Aristela, Arthur, Heros (Armand), Lucius, Ludwig, Nicolau,Viviana, e outros... Tem gente nova também Ayla... lembre deste nome.

Já ia me esquecendo, o 'senhor' Ludwig, este parece um caçador a espreita, esperando a hora certa pra dar seu golpe.

"Você não era apenas a escolhida do mago das sombras, ele a nomeou Consorte."
(...) lembrei do seu significado... quem divide a mesma sorte, o destino, o futuro. Um companheiro."

Ainda continuo incomodada apenas com os termos, ronronou, rugiu, rosnou, não me agrada. Fora isso o livro é super envolvente, leitura flui que é uma beleza.

A família Von Berg e seus amigos/inimigos merecem um livro só deles, tenho certeza será um sucesso.

Tem presentinho no final do livro, sim presentinhos, Keila Gon é de uma delicadeza ímpar.

Cores de Outono e Sombras da Primavera espera por você!
E em breve Luz de Inverno!   Resenha aqui

 
Assista Book Trailer Sombras da Primavera


By Nice Sestari
  

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

# 2 - Presente Literário

Escritora Brasileira do século XIX


 Narciza Amália
Nasceu em 3 de abril de 1852, em São João da Barra, norte do Rio de Janeiro, filha do poeta Jácome de Campos e da professora primária Narcisa Inácia de Campos.

Poetisa, professora e foi a primeira jornalista profissional do Brasil. Movida por forte sensibilidade  social, combateu a opressão da mulher e o regime escravista.

Aos 14 anos casa-se com João Batista da Silveira, artista ambulante de vida irregular, de quem se separa alguns anos mais tarde.
 
Aos 20 anos, escreve “Nebulosas”,  foi editada em Portugal, festejada por poetas e pelo imperador.
Poemas de exaltação à natureza, à pátria e de lembranças da infância da “jovem e bela poetisa”, como definiu Machado de Assis.

 
Em 1880, aos 28 anos, casa-se pela segunda vez com Francisco Cleto da Rocha, também chamado de Rocha Padeiro, dona da “Padaria das Famílias”, em Resende. Nos primeiros anos ajuda o marido, mas continua a receber em seus saraus os amigos literatos em sua casa como Raimundo Correia, Luís Murat, Alfredo Sodré e inclusive o Imperador Dom Pedro II que em sua passagem à Resende, vai visitar “a sublime padeira” , por estar ansioso “por lhe provar...do pão espiritual” embora seja ela a poetisa fervorosa republicana e abolicionista.


Seu casamento com Rocha Padeiro também não dura muito e com sua separação é obrigada a deixar Resende, cidade que considerava sua terra, pressionada por campanha maledicente promovida pelo ex-marido enciumado.


Muda-se para a Capital e dedica-se ao magistério, e em 13 de outubro de 1884, funda um pequeno Jornal Quinzenal, “o Gazetinha”, suplemento do Tymburitá que tinha como subtítulo, “folha dedicada ao belo sexo”.


Narcisa faleceu no dia 24 de junho de 1924 aos 72 anos, pobre, cega e paralítica, sendo seu corpo sepultado no cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro. Antes de sua morte, deixou um apelo:


“Eu diria à mulher inteligente [...] molha a pena no sangue do teu coração e insufla nas tuas criações a alma enamorada que te anima. Assim deixarás como vestígio ressonância em todos os sentidos.”

Há um verbete com a biografia da escritora

Suas obras:

Poesia
Nebulosas. [prefácio de Peçanha Póvoa]. Rio de Janeiro: Garnier, 1872.

Conto
 Nelúmbia. (Conto). In: Lux!. Campos, 1. dez. 1874, p. 158-160.

Crônica
 A mulher no século XIX (crônica). In: Democratema. Comemorativa ao 26º aniversário da Fundação do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: 1882.




 
 Por que sou forte
                          a Ezequiel Freire

Dirás que é falso. Não. É certo. Desço
Ao fundo d’alma toda vez que hesito...
Cada vez que uma lágrima ou que um grito
Trai-me a angústia - ao sentir que desfaleço...
E toda assombro, toda amor, confesso,
O limiar desse país bendito
Cruzo: - aguardam-me as festas do infinito!
O horror da vida, deslumbrada, esqueço!
É que há dentro vales, céus, alturas,
Que o olhar do mundo não macula, a terna
Lua, flores, queridas criaturas,
E soa em cada moita, em cada gruta,
A sinfonia da paixão eterna!...
- E eis-me de novo forte para a luta.

Narcisa Amália (Resende, 7.9.1886), em "prefácio" ao livro "Flores do Campo" de Ezequiel Freire. Rio de Janeiro, 1874.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sorteio! Projeto "Tem que ler mesmo?"





Caros viajantes/leitores,

Nesta grande viagem pela Oceania descobrimos e visitamos lugares fantásticos, conhecemos pessoas especiais (algumas nem tanto) e finalizamos a primeira etapa do nosso trajeto pelo mundo. Saiba mais aqui

Agora é tempo de presentear! O Projeto “Tem que ler mesmo?” vai realizar um sorteio!  
* 1 livro (surpresa)

Para participar basta deixar seu comentário completando a frase “Ler é...”.
NÃO será escolhida a melhor frase.

Só terão validade os comentários deste post!

Lembramos, senhores passageiros, que participarão do nosso sorteio TODOS os que deixarem seu comentário. Observação: Apenas um comentário  por participante!

A participação do sorteio é valida de 16/02/2016 a 28/02/2016 e o vencedor será divulgado dia 29/02/2016.

Aviso aos passageiros: por motivos de força maior, o sorteio será realizado de maneira tradicional, utilizando-se de papel e caneta.

Desejamos a todos boa sorte!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

# 1 - Presente Literário

Lêdo Ivo
Maceió, 18 de fevereiro de 1924 / Sevilha, 23 de dezembro de 2012.
Foi jornalista, poeta, romancista, contista, cronista e ensaísta brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Letras, eleito em 13 de novembro de 1986 para a cadeira 10, que pertenceu a Orígenes Lessa.

Romances: As alianças (Prêmio da Fundação Graça Aranha);
Ninho de cobras (V Prêmio Walmap), entre outros.

Literatura infantojuvenil: 
O canário azul. (1990) São Paulo: Scipione;
O menino da noite. (1995) São Paulo: Companhia. Scipione; 
O rato da sacristia.(2000) São Paulo: Global;
A história da Tartaruga. (2009) São Paulo: Global.

Lêdo Ivo, traduziu alguns títulos internacionais:
AUSTEN, Jane. A Abadia de Northanger. Rio de Janeiro: Editora Pan-Americana, 1944. Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves, 1982. 
MAUPASSANT, Guy de. Nosso Coração. São Paulo: Livraria Martins, 1953.
RIMBAUD, Jean-Artur. Uma Temporada no Inferno (Une Saison en enfer) e Iluminações (Illuminations) (tradução, introdução e notas). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1957. Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves, 2004.
DOSTOIEVSKI, Fiodor M. O Adolescente. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1960.
GOES, Albrecht. O Holocausto. Rio de Janeiro: Agir, 1960.
algumas de suas obras
 Como poeta, foi honrado com o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Cláudio de Souza, do Pen Club do Brasil, o Prêmio Jabuti, o Prêmio de Poesia da Fundação do Distrito Federal e o Prêmio Casimiro de Abreu.


As Iluminações


Desabo em ti como um bando de pássaros.
E tudo é amor, é magia, é cabala.
Teu corpo é belo como a luz da terra
na divisão perfeita do equinócio.


Soma do céu gasto entre dois hangares,
és a altura de tudo e serpenteias
no fabuloso chão esponsalício.


Muda-se a noite em dia porque existes,
feminina e total entre os meus braços,
como dois mundos gêmeos num só astro.
 
 
 Saiba mais: http://www.academia.org.br/academicos/ledo-ivo/biografia

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O Amor Fino


O Amor Fino,  "Sermões"
Padre Antonio Vieira
 
 

O amor fino não busca causa nem fruto. Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se 
 
amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há-de ter porquê nem para quê. Se 
 
amo, porque me amam, é obrigação, faço o que devo: se amo, para que me amem, é 
 
negociação, busco o que desejo. Pois como há-de amar o amor para ser fino? Amo, quia amo; 
 
amo, ut amem: amo, porque amo, e amo para amar. Quem ama porque o amam é 
 
agradecido. quem ama, para que o amem, é interesseiro: quem ama, não porque o amam, 
 
nem para que o amem, só esse é fino. 
 
 
'Edição em 30 volumes, que abarcam as cartas, sermões, profecias, poesia, teatro e textos vários do Padre Antonio Vieira' Circulo de  Leitores