domingo, 26 de março de 2017

Blogagem Coletiva #52semanasdeGratidão - 12/52

Google Imagens
Nesta semana, queremos agradecer os problemas! Sim, os problemas! Porque com eles podemos crescer e amadurecer. Às vezes, eles aparecem para nos tirar da zona de conforto, para nos fazer repensar aspectos da nossa vida ou, simplesmente, para atrapalhar. Mas no fim, depois que tudo passa, sabemos que eles nos servem de experiência, nos servem de aprendizado.

Com a vida, aprendemos a entender que o sofrimento que nos é causado nos ajuda a confiar mais em Deus. Quantas vezes, em meio aos problemas, nos perguntamos se Deus está ali? Pode parecer que não, mas Ele está! Porque "Deus é Pai, Deus é bom e bom é tudo o que Ele faz". Por meio dos acontecimentos nos aproximamos mais Dele.

"Se, então, aceito a cruz, me torno verdadeiro filho, porque manifesto que confio em meu Pai, porque creio que seus caminhos são mais sábios que os meus e me deixo conduzir por eles – renunciando aos meus – mesmo que me faça sofrer." (Pe. Nicolás Schwizer)

A vida é um constante confiar em Deus; confiar em Seus planos, em Sua misericórdia. "Quando Deus nos faz sofrer, significa que está nos dando uma oportunidade de crescer no amor e na confiança, de desenvolver aspectos novos de nossa personalidade cristã, que até o momento estavam apagados, atrofiados ou enfermos."(Pe. Nicolás Schwizer)

Não nos esqueçamos que também os momentos alegres, de conquistas, também são momentos de nos ligarmos à Deus. Porque é fácil recorrermos a Ele quando o calo aperta. 

São Francisco de Assis sempre chama tudo de irmão ou irmã e com ele queremos agradecer: "Obrigada, Senhor, pelo irmão Problema, pelo irmão Sofrimento, que com eles possamos crescer em confiança, fidelidade e amor a Ti! Torna-nos filhos melhores, aprendendo com as situações do dia-a-dia. Amém!"

Por Ale Veras

As citações do Pe. Nicolás vocês podem encontrar na íntegra neste link.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Resenha Sangue de Tinta - Projeto "TQLM?"

Apesar do atraso, está aí resenha do livro que eu li em janeiro, "Sangue de Tinta", da Cornelia Funke. Fui de mochileira no "Projeto Tem que Ler mesmo?".


Clique na imagem para aumentar

Após os acontecimentos do primeiro volume, “Coração de Tinta”, Mo, Resa e Meggie retornam à rotina no segundo livro da série, “Sangue de Tinta”. Não seria bem uma rotina normal, porque Resa continua sem poder falar e Meggie fica muito encantada com o tudo o que a mãe conta sobre aquele mundo fantástico.

Dedo Empoeirado, que não conseguiu voltar para seu mundo, desta vez dá um jeito e consegue retornar. Mas Farid, seu fiel aprendiz, e a marta Gwin são deixados para trás. Para quem se lembra, a causa de Dedo Empoeirado morrer na história de Coração de Tinta era a marta, logo, ele não a queria por perto. Ao retornar para sua história, vemos um personagem em busca da sua família, para retomar os laços que ficaram perdidos pelo tempo que ele passou em nosso mundo real.

Farid, se sentindo abandonado, lembra de sua amiga Meggie, que também é uma Língua Encantada, para ajudá-lo a ir atrás de seu “mestre”. Já podemos imaginar o que acontece ao juntar esses dois: uma menina com vontade de conhecer o lugar que a mãe passou anos e um menino que quer ir atrás do seu amigo para ajudá-lo. Pois bem, Meggie reescreve uma parte da história, mas seu coração fica divido entre ir para aquele mundo fantástico ou ficar ao lado do pai.

A história, neste segundo volume, se concentra mais no mundo de Coração de Tinta, nos aproximando de outros personagens. Também mostra que Fenoglio, o escritor, dentro de sua própria história já não possui domínio sobre o que acontece ali. Novos e antigos vilões aparecem para deixar tudo ainda mais agitado.

Cornelia Funke não deixa a desejar nessa segunda parte. Considero uma leitura fluida, cheia de revelações, acontecimentos marcantes e aventura. Aliás, temos um acontecimento grandioso neste livro, mas não vou dar spoiler... deixarei que vocês mesmos descubram! 

Se quiser ver a breve resenha de "Coração de Tinta" que fizemos, é só clicar aqui.

Por Ale Veras

segunda-feira, 20 de março de 2017

Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão - 11/52

Nesta semana de gratidão inicio com a frase de Madre Teresa de Calcutá  - "Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor."

Um coração não, mas três corações repletos de gratidão e felicidade. Temos, pela graça de Deus, ter como amigo e pai espiritual, nosso amado Frei Diogo. Amigo de longa data, que desde o início nos acolheu, ensinou, sempre nos deu um norte e luz para um caminho de retidão. Ele nos apresentou ao mais belo e singelo ensinamento de São Francisco de Assis!
Sempre acreditou no nosso potencial, nos mostrou o lado da vida repleto de luz e de muita Paz e Bem!

Quantas vezes a vida nos levou para outros caminhos, cidades, porém nossos corações sempre perto. Quando a saudade chegou, esta foi coberta pela gratidão a Deus por nos unir como família espiritual ao nosso amado amigo Frei Diogo.

Hoje, dia 19 de março, é seu aniversário e mesmo morando em cidades diferentes, ele
lembrou de nós e fomos comemorar seu aniversário. Nesta comemoração veio para festejar, também, uma grande turma de Santo André. Foi um encontro de velhos conhecidos de caminhada. 
Repito aqui o que disse várias vezes: o aniversário é do Frei, mas nós quem fomos presenteados. Há doze anos nos mudamos para outra cidade e por anos não vimos mais ninguém de nossa antiga paróquia.

E adivinhem quem foi o que nos uniu novamente? Sim, Frei Diogo. Que dia maravilhoso foi hoje, quantas pessoas queridas, quantas lembranças, risos, abraços e afetos. 
Agradecemos muito a Deus por nos proporcionar este momento!
Nesta frase "Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz" de Madre Teresa de Calcutá, se concretiza o amor nos nossos corações. Frei Diogo é assim, quando nos despedimos fica cravado em nosso ser a alegria de seu ser. Ele é muito especial!

"Jesus é a Ponte entre Aquele que tudo pode e as criaturas que de tudo precisam. Seja você também uma ponte que liga os que tem de sobra, com aqueles que sentem falta de tanta coisa." Santa Clara de Assis.

Quando nos faltou a fé, a escuridão veio de mansinho e nos levou para perto do abismo, Jesus colocou em nossas vidas, este amigo tão especial, Frei Diogo, que foi a ponte para encontramos a luz. 


E em momentos turbulentos, Jesus novamente nos uni a este amigo. Só temos que agradecer e louvar a Deus. Ele faz maravilhas. Obrigada Pai do céu por zelar e cuidar de nós.
Paizinho cuida deste amigo tão amado por todos! 
                                                                                     Paz e Bem!

Por Nice Sestari

 



terça-feira, 14 de março de 2017

Sempre é dia de Poesia!

 Para seus dias um pouco de poesia!

"O dia nacional da poesia era em 14 de março, no aniversário de Castro Alves. A partir de 2015, foi sancionada a lei 13.131, que mudou a data para o aniversário de Carlos Drummond de Andrade em 31 de outubro. Ou seja, agora o dia nacional da poesia é em 31 de outubro."

Os Instantes Superiores da Alma
 
Acontecem-lhe na solidão
Quando o amigo e a ocasião Terrena
Se retiram para muito longe

Ou quando - Ela Própria subiu
A um plano tão alto
Para Reconhecer menos
Do que a sua Onipotência

Essa Abolição Mortal
É rara mas tão bela
Como Aparição sujeita
A um Ar Absoluto

Revelação da Eternidade
Aos seus favoritos bem poucos
A Gigantesca substância
Da Imortalidade

Emily Dickinson, in "Poemas e Cartas"
'Emily Elizabeth Dickinson poetisa americana, considerada moderna em vários aspectos da sua obra.'

domingo, 12 de março de 2017

12 de março - Dia do Bibliotecário

Imagem: Google
"Biblio...o quê?!" 

"Mas precisa fazer faculdade para ser bibliotecário?"

"Você passa o dia lendo?"

"Você aprende a arrumar estante no seu curso?"

"Ah, mas você não vai ter emprego, porque as bibliotecas vão acabar com a chegada dos livros digitais..."

"Moça, você tem aquele livro da capa vermelha?"






Hoje, é o dia daqueles que passam desapercebidos, que muitas vezes ninguém conhece; daqueles que todos acham que são chatos e só sabem pedir silêncio; daqueles que usam coque e óculos... kkkkkkk...brincadeiras à parte...

Feliz Dia do Bibliotecário!! 

O bibliotecário precisa estudar para poder exercer a profissão. Ele não precisa, necessariamente, gostar de ler e amar os livros, mas precisa compreender que a informação é para todos e que, de alguma forma, ela precisa chegar à todos! O bibliotecário é o profissional da informação!!

Diferente do que acontece em alguns lugares, uma biblioteca precisa ter um bibliotecário devidamente cadastrado no Conselho Regional. Não é simplesmente colocar alguém que goste de livros e que seja organizado, mas alguém que saiba o que está fazendo. Dentre tantas coisas, este profissional precisa conhecer os códigos de catalogação e classificação.

E mesmo que os livros digitais apareçam por aí, alguém precisa facilitar que você os encontre em algum lugar, não é mesmo?! É, bibliotecários, vocês ainda têm muito trabalho pela frente!!!

Estes são pequenos apontamentos do muito que os bibliotecários podem fazer! As atividades deles não se resumem a isso, são muitas facetas para este profissional! No Brasil, ainda há muito a ser feito pela profissão, mas deixar que eles atuem, de fato, nas bibliotecas (sejam elas de quais tipos forem, escolares, universitárias, públicas etc...) e centros e documentação, por exemplo, já é um grande avanço...

A Ale Dossena fez uma publicação muito boa sobre este dia no blog dela, vocês podem conferir aqui.

Aqui também sugerimos alguns links para vocês...

Conselho Federal de Biblioteconomia
Biblioteca Nacional

Imagem: Armandinho

Por Ale Veras

sexta-feira, 10 de março de 2017

Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão - 10/52


Esta semana, nossa gratidão será em forma de canção!
Quer saber mais desta blogagem coletiva? É só visitar o blog da nossa querida Elaine Gaspareto

Arquivo pessoal / Por do sol
Louvado Seja Meu Senhor
                                                      Padre Zezinho

Louvado seja o meu Senhor. Louvado seja o meu Senhor

Louvado seja o meu Senhor. Louvado seja o meu Senhor

Por todas suas criaturas. Pelo Sol e pela Lua,

pelas estrelas no firmamento. Pela água e pelo fogo.

Por aqueles que agora são felizes. Por aqueles que agora choram.

Por aqueles que agora nascem. Por aqueles que agora morrem.

O que dá sentido à vida, é amar-Te e louvar-Te.

Para que a nossa vida. Seja sempre uma canção.
*****
Muita Paz e Bem para todos!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Projeto "Tem Que Ler Mesmo?" América do Norte/Central

Caros viajantes literários!
Nesta viagem fui de classe econômica, para o deserto, no ano 70 D.C. com Alice Hoffman. Autora de mais de 20 obras de ficção, teve alguns livros adaptados para o cinema e muitas de suas obras receberam  a distinção de 'livro do ano', por importantes jornais como  The New York Times, The Los Angeles Times entre outros.

 As Mulheres do Deserto - Alice Hoffman

Sinopse:
"Na tentativa de escapar à barbárie contra os judeus pelas legiões romanas, quatro mulheres fogem de seus lares e se veem forçadas a se submeter às condições adversas do deserto, um lugar em que a sobrevivência será sua principal missão.. A experiência afetará inexoravelmente seus destinos, que se interligarão na fortaleza de Herodes, último refúgio de seu povo antes do domínio do território por Roma. Novecentos judeus resistiram  bravamente aos ataques das legiões romanas por meses em Massada, uma montanha do deserto da Judeia. De acordo com o historiador Josefo, apenas duas mulheres e cinco crianças sobreviveram ao episódio."


                                                                      ***** 

 "Viemos como pombos através do deserto. Em um
tempo em que não existia nada além da morte,
éramos gratos por qualquer coisa, e muito gratos
por tudo quando acordávamos para mais um dia. " 

É a primeira vez que leio uma obra desta autora, porém, em alguns momentos, um tanto cansativo, já em outros momentos não tive vontade de parar de ler. Esta obra vem com várias passagens poéticas que fascina o leitor.

Apesar do foco ser a história de quatro mulheres, Hoffman não se perde em relatos verídicos, em acontecimentos dramáticos da história.
Contar uma guerra e o suicídio de 900 judeus, de uma forma delicada, com o olhar para o feminino. Dentro dos limites da realidade e personagens ficcionais, toda a história nos deixa perplexos. É fascinante!

A obra nos mostra qual era a situação da mulher naquela época, como que elas olham para tudo o que acontece. Uma mistura de amor, ódio, sofrimento, abandono, amizade, paixão, incúria familiar, mentiras e traições.

"Uma mulher que sangrasse era impura, o que era chamado niddah, e devia se afastar dos outros por sete dias. Até mesmo uma única gota de sangue que caísse obrigava a mulher a se retirar do mundo dos homens, até que se limpasse em uma mikvah, a água que era pura, correndo diretamente de Deus."

Em situações extrema, muitas vezes o que menos importa são os rituais e  os mandamentos. O desespero, a fraqueza humana leva muitos fiéis a quebrar os preceitos dos quais deveriam levar para toda a vida. 

"...estava escrito no Quarto Livro de Moisés, e portanto era a lei. Mas desrespeitávamos todas as leis que nos coube desrespeitar no deserto... Uma lei desobedecida levou a outra."

Quantos mistérios o deserto guardava, no sol escaldante, tudo era solidão, sonho, pesadelo e loucura.

Porém, havia um lugar, um abrigo... guerreiros, pessoas comuns que venceram o deserto e que tinham muitas histórias para contar e segredos também.
Massada-  "lugar seguro" ou "fortaleza",

E mesmo num lugar 'seguro', o inimigo está a espreita, qual escolha será a melhor: viver ou morrer?

"Nosso povo saiu para ver a lua nova por ocasião do Rosh Chodesh. Elevamos a Deus as nossas orações, mas não nos rejubilamos. Não houve dança. O muro romano fora concluído, cercando-nos como uma víbora."

"O caos estava por toda a parte ..."

"...Era a noite que antecedia a da fuga dos nossos antepassados do Egito, a noite que começou a nossa morte... Os dez executores dedicavam-se ao trabalho doloroso, indo de casa em casa, como o Todo-poderoso fizera na noite da Páscoa,..."

Um povo que sempre almejou a liberdade, perseguido e devorado, que chegaram a Massada, a fortaleza judaica. Nem o tempo apagou o que  a legião romana presenciou. 
Um romance histórico, descrito por olhares femininos de profunda delicadeza, mesmo em tempos sombrios.

By Nice Sestari

Saiba mais sobre a fortaleza - Massada  - fatos históricos - neste site

Achei este filme que relata um pouco da história de Massada.
Filme de 1981



sábado, 4 de março de 2017

Blogagem Coletiva #52 semanasdegratidão - 9/52

Essa semana passou que nem vimos. E olha que nem somos fãs de carnaval. Aliás, nem saímos nesta data, somos muito tranquilos e gostamos do silêncio e do sossego.
 
Começo agradecendo por ter sido um 'feriado' tranquilo, repleto de paz, união da família, colocamos as leituras em dia, muito ócio produtivo, assistimos séries novas, muito sorvete e o principal diálogo e beijinhos em família. Aqui somos muito beijoqueiros, é beijo quando acorda, quando sai, quando volta, beijinhos a qualquer hora, e, já ia me esquecendo, muitas palavras de carinho e de incentivo. Tem também ranhetices e, às vezes, umas briguinhas, que logo se resolvem com mais beijinhos.

 

 Na quarta-feira de Cinzas, fomos até o Santuário de Aparecida - SP, participamos de uma linda missa. Teve a inauguração das quatro colunas centrais, este conjunto é chamado de baldaquino. Todas revestidas com azulejo. Desenhos que representam a flora e fauna brasileira e as etapas da vida humana. Esta obra prima foi feita pelo artista sacro Cláudio Pastro, que faleceu em 2016.



E nesta missa a Igreja nos convida a participar da Campanha da fraternidade, com o Tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15).



Aproveitamos também para agradecer a Elaine Gaspareto, por nos permitir participar desta Blogagem Coletiva.

E a todos vocês, muita Paz e Bem! 

Projeto "Tem Que Ler Mesmo?" América Latina

Olá caros viajantes literários!

Minha viagem foi de  Primeira Classe, junto com Maria José Dupré. Foi escritora da série 'Cachorrinho Samba' ( Prêmio Jabuti ), da obra 'A Ilha Perdida' , 'A Montanha Encantada', dos romances 'Gina' , 'Os Rodrigues' , entre outros (traduzidos para outros idiomas).

Dupré é mais conhecida pela sua obra-prima 'Éramos Seis'. Posso dizer que deveria ser leitura obrigatória em todas as escolas e para todas as idades.

As fotos são da novela do SBT



Sinopse
"Uma só palavra define este romance de Maria José Dupré: emoção. Nele você vai conhecer os Lemos, uma família muito unida que vivia na cidade de São Paulo na primeira metade do século XX.
Coragem, perseverança e união. Serão esses os segredos que permitem àquela família enfrentar todos os desafios que a vida lhe impõe?
Para seu Júlio e dona Lola, tão fundamental quanto o sonho da casa própria era a educação de seus filhos - Julinho, Carlos, Isabel e Alfredo.
Prepare-se para uma viagem ao passado, assistindo às revoluções paulistas de 1924 e 1932 e acompanhando o dia a dia dessa família que vem emocionando várias gerações de leitores, com suas alegrias, tristezas, amores, problemas e soluções. A vida é uma aventura quando tem como personagens gente como a gente." 

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Logo de início você já é acolhido por dona Lola, a personagem principal. Sabe quando você conhece uma pessoa, daquelas que tem uma boa história pra contar? Pois bem, assim é dona Lola, mulher carinhosa, paciente, doce, logo te cativa e quando você vê, já está envolvido por seus  relatos simples e emocionante.

'Quanta saudade eu tenho desse tempo da Avenida Angélica, quando meus filhos eram crianças e vivíamos todos juntinhos com Júlio, meu marido, como passarinhos em gaiola.' pg 7

É uma leitura tão gostosa, parece que o leitor é parte da família Lemos, no decorrer da história vamos nos simpatizando com os personagens. Seu Júlio é  o típico pai de família daquela época, durão, rabugento, responsável, mas lá no fundo daquele coração 'peludo', tem um homem amoroso e preocupado com sua família.

Os filhos de dona Lola vão desde pequenos mostrando suas personalidades. Coloco um adendo neste parágrafo. Teve momentos em que fiquei muito brava com dona Lola, por proteger ou se iludir com certas coisinhas erradas que alguns de seus filhos faziam. Sabe proteção de mãe, que estraga o filho no futuro?! Tiveram momentos que parecia lá em casa!

Bom, cada filho tem sua personalidade e maneiras de reagir para cada situação, assim também são os filhos de dona Lola. Carlos é o filho mais dedicado, estudioso e amoroso. Alfredo era o popular 'ovelha negra da família', impulsivo, genioso, se metia em cada encrenca, mas lá do seu jeito se preocupava com sua mãe. Isabel era a princesinha do seu Júlio, mimada, teimosa, decidida e fazia de tudo pra conseguir o que queria. Julinho era tranquilo, inteligente, carinhoso, tinha tino para os negócios, desde pequeno sabia poupar.

'Fiquei pensando em como é misteriosa a natureza humana; quando pensamos que conhecemos a alma de nossos filhos, suas vontades, seus gostos, suas reações, suas debilidades, vemos que estamos longe da verdade; não conhecemos nada, estamos diante do inexplicável. Mesmo sondando com tato e cautela, deparamos sempre o desconhecido e ficamos surpreendidos diante do inesperado.' Pg 52

Toda a história gira em torno desta família, desde a infância das crianças, adolescência e a vida adulta. São relatos do dia a dia, com uma gama de emoção, até parece que estão falando da minha ou, quem sabe, da sua família.

Há os personagens secundários, dos quais fazem parte importante na vida de dona Lola, como suas irmãs Clotilde e Olga (casada com Zeca). Elas moravam na cidade do interior em Itapetininga junto com sua mãe, que era uma doceira de primeira.
Tinha a tia Emília, que guardava na memória as histórias das famílias paulistas, muito rica e orgulhosa. 

Durvalina era a ajudante dos afazeres domésticos, como diria, a mão direita de dona Lola. Ela tinha muito carinho pelas crianças, aliás por toda a família Lemos.

Agora a mais divertida era dona Genu, a vizinha de dona Lola. Mulher de humor ácido, de língua frouxa, com um coração bom e tinha um gosto estranho! Gostava de participar de velórios e vestir defuntos. Dei muitas risadas com ela.

'...Quando sabia que alguém havia morrido na vizinhança, mesmo que não conhecesse muito bem, ela corria e apresentava seus serviços,'... pg 73

Muitos acontecimentos vão fazendo a história fluir, como formaturas, desemprego, política, namoros, mentiras, mortes, casamentos, brigas, doenças, alegrias, enfim, acontecimentos tão especiais, assim como é a nossa vida. Você pode estar pensando, que graça tem este livro? Tem, tem muita graça, muita delicadeza, muita emoção, muita aflição, momentos de risos e de lágrimas. 

Este livro é daqueles que a gente guarda no coração pra sempre!

Por Nice Sestari

quarta-feira, 1 de março de 2017

Projeto "Tem Que Ler Mesmo?" 2017 Março

Olá  caros viajantes literários!
Preparados para mais uma viagem? 

Mês de Março chegou e com ele mais aventuras, romances, lendas, mistério e, quem sabe, uma dose de suspense!
Será uma alegria viajar com vocês! 


 
"A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados."
                                   René Descartes