segunda-feira, 5 de junho de 2017

Resenha "Transfiguração: Um programa de santificação cristificante"

Imagem: Google

Antes de começar a resenha mesmo, vale a pena falar rapidamente sobre o autor. O Frei Inácio era dos capuchinhos e fundou a Oficina de Oração e Vida. Além de ter vários livros publicados sobre diversos temas, como Maria e Jesus.

Não disse que ia ser breve?! kkkkkkkkk

“Transfiguração: um programa de santificação cristificante” foi um livrinho (porque ele é bem fininho mesmo, tem 131 páginas) que, confesso, demorei um bom tempo para ler. Não porque não seja bom, mas por ser muito bom faz a gente refletir muito. É o tipo de leitura que nos faz pensar em várias coisas, em como está nossa relação com Cristo, com o próximo e conosco mesmo.

Ele é dividido em 3 capítulos, sendo eles:

1- “Somente se sabe o que se vive”

2- “Vazios de si”

3- “O sonho de ouro”

Ah, é legal falar que no comecinho do livro, Frei Inácio, explica que este livro era para os dirigentes das Oficinas de Oração. Mas, com o tempo, algumas pessoas começaram a falar que queriam poder ler também, e ele adaptou o texto para que todos pudessem ter uma leitura bem proveitosa.

Ele é um livrinho que possui muitas coisas práticas, no sentido de espiritualidade, por isso disse que ele é bem para reflexão.

Por exemplo, no primeiro capítulo ele trabalha alguns temas relacionados a paciência, a assumirmos o estilo de Jesus. No segundo, encontramos a humildade, liberdade. E no terceiro, o amor, o perdão, o respeito. Mas são pontos bem práticos, que nos ajudam a melhorar e ter uma vida de oração mais profunda.

Abaixo, alguns trechos que me chamaram a atenção:

“É sobretudo em sua intimidade onde se dá a principal luta libertadora: retifique incessantemente as intenções, que Deus seja a única causa móvel de seus afazeres.

Não saboreie, ruminando, as lembranças de elogios ou atuações felizes. Em vez de saboreá-los, remeta a Deus a glória de suas realizações.” (p. 78)


“Aceitar Jesus significa que sua presença nos incomoda, questiona e desafia quando em nossa intimidade surgem sentimentos que não estão de acordo com o espírito de Jesus, ou seja, sentimentos como discórdia, aversão, antipatia, sentimentos enfim que erguem muros de separação e dividem os irmãos.” (p. 103)


“Toda pessoa é mistério, isto é, um mundo e uma experiência que nunca se repetirão; [...] O outro, como mistério que é, é um mundo sagrado; e como sagrado, merece respeito. [...] a atitude elementar diante do desconhecido é, quando menos, a do silêncio, porque no fundo não sabemos nada do outro.” (p. 109)


Por Ale Veras


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