domingo, 23 de julho de 2017

Blogagem Coletiva - # 52SemanasdeGratidão - 28-29/52

Olá pessoal!
Esses dias aqui na minha cidade, fez manhãs geladas, depois um sol ardido e a noite voltava ficar frio. Ouvi muitas pessoas reclamando do frio. Aí me perguntava: "frio, que frio?". Temos dias gelados, mas frio mesmo, esse faz tempo que não faz. Quem é mais 'antiguinho' irá lembrar dos tempos severos do inverno, principalmente em São Paulo, a famosa cidade da garoa.
Me veio a lembrança da infância, as famosas toucas de lã, xales e polainas (rs). Neste período, saía menos para brincar; então ficava mais tempo embaixo do cobertor, assistindo televisão. Passava a planejar aventuras na primavera ou fazer o que mais gostava: desenhar e colorir. (Só um adendo: o colorir era com uma caixa de lápis de cor de seis cores, na caixinha tinha vermelho, branco, preto, azul, verde e amarelo. Sempre me perguntava porque o branco?) Quando mais velha, aproveitava esta estação para montar meu caderno de poemas.

Bom, vamos falar do inverno. Em casa eu era a que mais gostava desta estação. Sim, amo inverno, amo também a primavera e o outono... não, não sou fã do verão, nem sei explicar qual a razão.
Acho que sempre fui do contra; minha alegria é o inverno, pena que não podia hibernar, assim seria completa minha alegria.
Cresci e continuo amando o inverno, porém sei que é uma estação que judia dos mais pobres, das crianças e dos idosos. Mas, o inverno tem uma certa magia, um quê especial, oculto e belo.Vejo como é fácil se sentir feliz, com o belo, as cores. Porém, encontrar alegria nos dias cinzentos, nas cores sóbrias, isso é um exercício diário.
Resumindo, são nos dias de frio que exercitamos a sensibilidade, e se encontra o germinar da vida. No silêncio ouvimos a voz do coração, no escuro o valor da luz. Descobrimos que o branco tem mais de 50 tons; no frio as pessoas se aconchegam e, no final do inverno, sempre chega a primavera, mostrando todo o trabalho silencioso do inverno.

Nice Sestari



domingo, 9 de julho de 2017

Blogagem Coletiva - #52SemanasdeGratidão - 27/52

Nesta semana, queremos agradecer os sorrisos! Aqueles que por mais singelos que sejam, tornam o nosso dia mais feliz!



Tem gente que sorri mostrando os dentes; outros que sorriem de orelha a orelha; tem até aqueles que sorriem com os olhos... São muitas as formas de sorrir! Mas é o sentimento que vem do coração que conta.

Um sorriso pode mudar o dia de alguém. Às vezes pensamos que somente os grandes feitos é que transformam vidas, mas, na verdade, os pequenos contam muito mais. É aquilo que vem do coração, que é feito com alma...

E você? Já sorriu para alguém hoje?!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Maratona de Leitura!

Olá caros viajantes literários!

No mês de julho, nem sempre dá para fazer uma viagem longa. Porém, aproveitamos para pequenos passeios como, ir ao cinema, teatro, museus,  visitar os amigos, familiares, passeios em cidades próximas. Ou ficamos em casa colocando a vida em dia. Pensando nisso:

Convidamos vocês para nossa Primeira Maratona de Férias, aqui no Projeto 'Tem Que Ler Mesmo?'

Esta maratona é bem simples, apenas serve para incentivar a leitura; convide seus amigos para ler com você. Ou quem sabe leia junto ou para uma criança. Caso tiver um tempinho que tal visitar um doente, um idoso e ler para ele?!

Veja abaixo o banner, qualquer dúvida é só deixar seu recadinho. Não esqueça de colocar #MaratonaLiteráriaVaptVupt 

Carimbe seu passaporte e boa leitura!

Grupo do Projeto 'Tem Que Ler Mesmo?' no face: Veja aqui!


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Blogagem Coletiva - #52SemanasdeGratidão - 24-25-26/52

Olá pessoal!
Estamos atrasadas com nossa blogagem, mas sempre agradecendo por tudo e por todos!
Deixo aqui meu carinho e gratidão bem especial para Elaine Gasparetto e em breve irei visitar todas as meninas do projeto, já deixo aqui minhas desculpas pela falta que estou com vocês!
http://www.elainegaspareto.com

Talvez o agradecimento de hoje fique um tanto confuso, vou aqui devanear um pouco, para chegar onde quero. 
Há um conto de Machado de Assis chamado " Um Apólogo", debate de argumentos entre um novelo de linha e uma agulha. E pensando nisso me veio a mente esta semana a palavra 'linha'. Sim, linha em toda a sua manifestação.
Quem já não ouviu falar da linha do tempo, linha da vida, linha do trem, na linha do horizonte, uma linha imaginária, ou então a frase ' ande na linha', aí pensei na linha de costura.

Pronto cheguei onde quero. A linha de costura com suas cores, formatos, tamanhos e, junto com elas, as pessoas que executam trabalhos maravilhosos.

A bordadeira que, com tecido e um bastidor, escolhe o desenho e, com a suavidade das mãos, borda a mais bela figura com suas linhas. 

A costureira que ao escolher o modelo a costurar, junta uma peça aqui e ali, com a linha forma uma vestimenta maravilhosa.

E a crocheteira que com a linha e uma agulha faz grandes artes, tapetes, toalhinhas, mantas, cachecóis, sapatinhos e etc.
Para esses profissionais que, com delicadeza, nos enche os olhos de alegria, nossa

Por Nice Sestari


sábado, 1 de julho de 2017

Resenha "Depois de Auschwitz"


SINOPSE

"Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.

Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva pessoas com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo – e ainda dá continuidade ao trabalho de seu padrasto Otto, pai de Anne Frank, garantindo que o legado de Anne nunca seja esquecido."
http://universodoslivros.com.br/livros/depois-de-auschwitz/550/

O subtítulo desse livro sempre me deixou intrigada, porque está escrito assim: “O emocionante relato da irmã de Anne Frank que sobreviveu ao holocausto”. Para quem já leu “O Diário de Anne Frank” surge aquela pulguinha atrás da orelha: Ué, mas a Margot Frank morreu no mesmo ano da Anne e ela não tinha outra irmã! Mas depois de ler eu entendi e agora você também vai entender!

O livro é uma biografia, da Eva Schloss, e confesso que não sou fã de biografias, mas essa é excelente. Ela conta sua vida antes, durante e depois do holocausto. Com 15 anos ela foi mandada para o Campo de Concentração e, o que era uma vida feliz e com muitos amigos, foi sendo degradada. A separação da família também é algo muito forte e marcante na vida de Eva.

Mas confesso que o mais interessante, para mim, foi ela contar o depois do Campo. Meio redundante eu citar isso, visto que o título do livro é justamente esse. Mas é que, às vezes, alguém pode acabar se apegando mais aos fatos no campo, do que fora dele.

Bem, não li outros livros que falassem da vida depois de estar em um campo de concentração, mas achei que as coisas tinham ficado um pouco mais fáceis. O que claramente, não ficou. O preconceito ainda era muito forte na época e havia pouca receptividade.

Ah, deixe-me explicar sobre estar escrito que Eva era irmã da Anne Frank. O pai e o irmão de Eva morrem no campo e apenas ela e sua mãe sobrevivem. Eva e sua mãe já conheciam Otto Frank antes do campo. Bom, com o tempo a mãe de Eva se casa com Otto, e conforme os anos passaram e Otto falece, é Eva quem dá continuidade aos projetos relacionados à Anne Frank. O parentesco dela é, na verdade, com Otto, mas uma relação padrasto-enteada. Quando era criança, ela conheceu Anne Frank, mas não cultivaram um laço de amizade.

Super recomendo este livro! Ele nos faz pensar, inclusive, na maneira como vivemos hoje. Sabemos que no fundo, alguns conceitos ainda sobreviveram, infelizmente. E Eva trouxe uma mensagem de esperança àqueles que ela encontrou no meio do caminho, com suas palestras e cuidando do legado de Anne Frank.






“Anne Frank escreveu no final de seu diário, pouco antes de ser capturada, que ainda acreditava que as pessoas tinham bons corações, mas eu me pergunto o que ela pensaria se tivesse sobrevivido aos campos de concentração de Auschwitz e Bergen-Belsen. Minhas experiências revelaram que as pessoas têm uma capacidade única para crueldade, brutalidade e completa indiferença aos sentimentos humanos. É fácil afirmar que o bem e o mal existem dentro de cada um de nós, mas eu vi a realidade de perto, e isso me levou a uma vida de questionamentos sobre a alma humana.”

Por Ale Veras