sábado, 1 de julho de 2017

Resenha "Depois de Auschwitz"


SINOPSE

"Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.

Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva pessoas com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo – e ainda dá continuidade ao trabalho de seu padrasto Otto, pai de Anne Frank, garantindo que o legado de Anne nunca seja esquecido."
http://universodoslivros.com.br/livros/depois-de-auschwitz/550/

O subtítulo desse livro sempre me deixou intrigada, porque está escrito assim: “O emocionante relato da irmã de Anne Frank que sobreviveu ao holocausto”. Para quem já leu “O Diário de Anne Frank” surge aquela pulguinha atrás da orelha: Ué, mas a Margot Frank morreu no mesmo ano da Anne e ela não tinha outra irmã! Mas depois de ler eu entendi e agora você também vai entender!

O livro é uma biografia, da Eva Schloss, e confesso que não sou fã de biografias, mas essa é excelente. Ela conta sua vida antes, durante e depois do holocausto. Com 15 anos ela foi mandada para o Campo de Concentração e, o que era uma vida feliz e com muitos amigos, foi sendo degradada. A separação da família também é algo muito forte e marcante na vida de Eva.

Mas confesso que o mais interessante, para mim, foi ela contar o depois do Campo. Meio redundante eu citar isso, visto que o título do livro é justamente esse. Mas é que, às vezes, alguém pode acabar se apegando mais aos fatos no campo, do que fora dele.

Bem, não li outros livros que falassem da vida depois de estar em um campo de concentração, mas achei que as coisas tinham ficado um pouco mais fáceis. O que claramente, não ficou. O preconceito ainda era muito forte na época e havia pouca receptividade.

Ah, deixe-me explicar sobre estar escrito que Eva era irmã da Anne Frank. O pai e o irmão de Eva morrem no campo e apenas ela e sua mãe sobrevivem. Eva e sua mãe já conheciam Otto Frank antes do campo. Bom, com o tempo a mãe de Eva se casa com Otto, e conforme os anos passaram e Otto falece, é Eva quem dá continuidade aos projetos relacionados à Anne Frank. O parentesco dela é, na verdade, com Otto, mas uma relação padrasto-enteada. Quando era criança, ela conheceu Anne Frank, mas não cultivaram um laço de amizade.

Super recomendo este livro! Ele nos faz pensar, inclusive, na maneira como vivemos hoje. Sabemos que no fundo, alguns conceitos ainda sobreviveram, infelizmente. E Eva trouxe uma mensagem de esperança àqueles que ela encontrou no meio do caminho, com suas palestras e cuidando do legado de Anne Frank.






“Anne Frank escreveu no final de seu diário, pouco antes de ser capturada, que ainda acreditava que as pessoas tinham bons corações, mas eu me pergunto o que ela pensaria se tivesse sobrevivido aos campos de concentração de Auschwitz e Bergen-Belsen. Minhas experiências revelaram que as pessoas têm uma capacidade única para crueldade, brutalidade e completa indiferença aos sentimentos humanos. É fácil afirmar que o bem e o mal existem dentro de cada um de nós, mas eu vi a realidade de perto, e isso me levou a uma vida de questionamentos sobre a alma humana.”

Por Ale Veras

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