Desafio 2015

Desafio "Tem que ler mesmo?

Olá pessoal! 
O Desafio "Tem que ler mesmo?" foi concluído com louvor!
Mas, para nossa alegria... 2016 tem novidades.
O Desafio agora passa a ser um Projeto!!!!! 
O Projeto "Tem que ler mesmo?" vai fazer uma viagem pelos Continentes!
O participante irá ler 1 livro ou mais e escolherá qual tipo de viagem literária gostaria de fazer. Cada bimestre é um continente.
Há 3 tipos de viagem: Mochileiro, Classe Econômica e Primeira Classe. O leitor/passageiro poderá escolher uma ou mais formas de viagem.
  
Esperamos sua visita e venha viajar nesta aventura Saiba mais

Não Ficção  "A Vida Que Vale A Pena Ser Vivida" de Clovis de Barros Filho
 Ficção Científica: "Laranja Mecânica" de Anthony Burgees.

Foto/Resenha Colaboração Lucas Celestino Ramos

Antes tarde do que nunca, no último dia do ano, concluí o desafio de 2015! Hehe! Desculpem a demora, vamos lá:

- Não Ficção (menos auto ajuda): "A Vida Que Vale A Pena Ser Vivida" de Clovis de Barros Filho.

Bom, estranho um livro com esse nome não ser de auto ajuda, né? Rs! Pois bem, é proposital!

Clóvis é um filósofo brasileiro, professor de ética da USP. Um aluno perguntou um dia se ele poderia reunir em algumas aulas os ingredientes para se ter uma vida boa. As aulas se tornaram palestras e virou livro. E ele contesta com ensinamentos de filósofos clássicos exatamente a busca por uma "receita de bolo" para ser feliz, tão presente nos livros desses "gurus" da auto ajuda do naipe do Augusto Cury e tal... A lição é que a vida não se traduz em fórmulas! Deixo um vídeo dele sobre o assunto para dar um gostinho da leitura! 


- Ficção Científica: "Laranja Mecânica" de Anthony Burgees.

O livro conta a história de Alex, um adolescente de 15 anos, líder de uma gangue de vândalos que praticam a chamada "ultraviolencia" (levem esse termo a sério) nas ruas de uma Londres futurista e distópica. Alex finalmente é preso e passa por um tratamento psicológico comportamental para se regenerar perante a sociedade. O problema é que o tratamento tira sua autonomia e capacidade de escolha, seu livre arbítrio, sendo mais ou menos essa a discussão que permeia o livro. É um livro de 1962, época em que a Análise do Comportamento, uma abordagem da psicologia popularizada por um americano chamado Skinner, estava fazendo sucesso e prometia modificar o comportamento das pessoas, e até mesmo controlá-las. Era como ficção científica na época, mesmo.

Quem gosta do tema, vale ler o livro e ver o filme clássico de Stanley Kubrick, de mesmo nome.

É isso, pessoal! Desafio concluído, feliz 2016 para todos!


Desafio novembro/dezembro : Ficção Científica 
Kenobi - John Jackson Miller

Este livro faz parte do Universo Expandido de Star Wars, que agora ganha um novo filme, “Star Wars - O despertar da Força”. Mas vamos ao livro e deixemos o filme para uma próxima publicação…

Kenobi, conhecido como Ben em Tatooine, agora precisa se esconder, pois o Império é comandado pelo Lord Vader, que até então era seu aprendiz.

Só para contextualizar, esta história se passa depois do filme “A Vingança dos Sith”, em que Obi-wan Kenobi ensinava o jovem aprendiz, Anakin Skywalker, a usar a Força e se tornar um grande Jedi (lê-se “jedai”). Mas, como nem tudo são flores, Anakin começa a ir para o lado negro da Força e se alia aos Sith. Depois de uma luta intensa, Kenobi acha que seu aprendiz morreu. Só que não! Anakin é socorrido e, literalmente, transformado no Darth Vader.

Mas podemos nos perguntar: o que o Kenobi foi fazer em Tatooine? Esse planetinha desértico é a casa do Anakin/Vader! Pois bem, o nosso querido Jedi voltou à Tatooine para deixar o bebê Luke Skywalker com os parentes de Anakin. Sim, o Lord sombrio tem um filho, quer dizer, dois filhos, o Luke e a Leia!! Mas os gêmeos são separados.

O foco deste livro, “Kenobi”, é contar o que acontece com nosso valente Jedi na época de exílio. São muitos personagens e lugares novos, bem como novos inimigos. Muito fala-se do cotidiano do povo que vive em Tatooine e também de suas dificuldades, mostrando um lado diferente do que se conhece sobre este planeta. É um livro muito tranquilo de se ler, com um tome bem de faroeste, mas que conseguimos encaixar com o restante da história que conhecemos desta famosa saga.

“A República foi destruída, e agora a galáxia é governada pelos terríveis Sith. Obi-Wan Kenobi, o grande cavaleiro Jedi, perdeu tudo... menos a esperança.

Após os terríveis acontecimentos que deram fim à República, coube ao grande mestre Jedi Obi-Wan Kenobi a missão de proteger aquele que pode ser a última esperança da resistência ao Império. Vivendo entre fazendeiros no remoto e desértico planeta Tatooine, nos confins da galáxia, o que Obi-Wan mais deseja é manter-se no completo anonimato e, para isso, evita o contato com os moradores do local. No entanto, todos esses esforços podem ser em vão quando o “Ben Maluco”, como o cavaleiro passa a ser conhecido, se vê envolvido na luta pela sobrevivência dos habitantes de um oásis esquecido no meio do deserto e em seu conflito contra o perigoso Povo da Areia.”


Desafio novembro/dezembro : Ficção Científica 
 'Admirável Mundo Novo '
Aldous Huxley

Foto/resenha- Colaboração Nice Sestari

Sinopse:
Extraordinariamente profético, Admirável Mundo Novo é um dos livros mais influentes do século XX.
Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras "pai" e "mãe" produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford.
Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos. Como um alerta de que, ao não se preservarem os valores da civilização humanista, o que nos aguarda não é o róseo paraíso iluminista da liberdade, mas os grilhões de um admirável mundo novo.

                                                                                  ****

Olá pessoal! Desafio aceito, desafio concluído!!!! Como meta,ler nestes dois últimos meses ficção científica, de primeiro momento escolhi Julio Verne - 20 mil léguas submarinas - mas o livro fisico foi dificil de encontrar. Como opção escolhi - Admirável Mundo Novo - Ali na estante esperando para ser lido.

O livro conta a historia do futuro, mas um futuro bem próximo ao nosso. O Ano era 634 d.F. (depois de Ford), Henry Ford, um tipo de 'messias'.

Os humanos são divididos em castas (alfa,beta,gama,delta e ipsilon). Todos são gerados artificialmente (Processo Bokanovsky). Todos são precondicionados, com comportamentos preestabelecidos na sociedade.
Vivem numa sociedade de autômatos. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para seus usuários. Nossa sociedade não está fora desta realidade, várias drogas correm solta por aí.
( autômato: Aquele que não age nem pensa por conta própria. Mero repetidor de ações).

A informação era na base subliminar, criando assim regras morais, um tanto quanto estranhas. Realidade nossa de hoje, consumismo, corpo 'perfeito', imediatismo, a tecnologia aproxima de quem está longe e nos afasta de quem nos está próximo, seres menos sensíveis e por ai vai...

Se algo lhe parecer familiar, não é mera coincidência. Conceito de família está totalmente banido, ética religiosa e valores morais fora de questão. Ter pensamentos criativos jamais. Sabe aqueles relacionamentos intensos em que um casal possa viver 25 anos ou mais, são considerados anormais. A promiscuidade rola solta, mas com algo de bom a questão da higiene é sagrado. Sociedade em que só se trabalha, produz, produz...

Você deve estar se perguntando, está falando da nossa era? Também me fiz a mesma pergunta. Família, religião, casamento, vínculos afetivos duradouros são motivos de anormalidade, assunto muito atual, não é mesmo!

Sim, também já me peguei a refletir, nasci na época errada! Estou fora dos padrões de w e y!!! Será que alguns de nós somos Et's? Ou será que o autor Aldous Huxley era um profeta?

Mas, sempre há um mocinho na historia, Bernard Marx, não satisfeito, acaba por conhecer uma espécie de "reserva histórica/selvagem", onde a vida antiga, imperfeita, subsiste. Ele se encanta por Linda, e o filho dela, John Bernard, e os leva para a 'sociedade civilizada'. Cria assim um certo fascínio e questionamentos, para aquela sociedade. Porém, os dois são rejeitados tanto na civilização primitiva como na moderna.

Já ia me esquecendo há citações de personagens conhecidos por nós, como:
William Shakespeare, Charles Darwin, Napoleão Bonaparte,Sigmund Freud, Karl Marx e outros.

Curiosidade:
A letra da canção Admirável Gado Novo, do final de 1979 é uma metáfora desse livro, escrito cinco décadas antes do lançamento da música Admirável Gado Novo, lançada ainda em tempos de governo militar, na qual a substituição de Mundo para Gado se refere a seres humanos alienados, um povo que não pensa e não reflete sobre os fatos..
Há também uma música do grupo inglês de Heavy Metal, Iron Maiden. (fonte Wikipédia)


 Admirável Gado Novo (Zé Ramalho)

Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber

E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer

Êh, ô, ô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal

E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou!

Êh, ô, ô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!

O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam esta vida numa cela

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível
Não voam, nem se pode flutuar

Êh, ô, ô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!




 


Desafio setembro/outubro : Não ficção
“Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” -
 S. Luís Maria Gringnion de Montfort

Foto/resenha - Colaboração: Alessandra Veras

Apesar dos muitos dias de atraso, coloco aqui minha resenha de não-ficção.

Resenha “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” - S. Luís Maria Gringnion de Montfort

São Luís Maria Gringnion de Montfort foi um sacerdote francês, que desde pequeno teve uma excelente formação e educação cristã. Era muito devoto de Maria, mesmo no tempo em que a Igreja ainda tinha grandes questionamentos sobre o culto mariano. Por volta de 1712, ele inicia uma ordem religiosa masculina, os Missionários da Companhia de Maria. Faleceu em 1716, proclamado santo em 1947.


Essa grande devoção à Virgem o fez escrever um livro excelente sobre a devoção à Maria. Ele explica alguns passos para aumentar a devoção, mas também dá muitos puxões de orelha para que os devotos cultivem uma devoção autêntica. O livro contém conselhos para aprofundar a fé e incentivo a oração do terço.

Muitas pessoas, após ler o Tratado, realizam suas consagrações à Maria. E pelo que já ouvi de muitos, é um momento muito importante e profundo, colocando-se como instrumentos nas mãos de Deus, através da intercessão da querida Mãe de Deus.

Particularmente, é um livro que eu gostei muito. Tenho um amor muito grande por Maria e acredito que ela é Mãe e quer nos conduzir para mais perto de seu Filho, Jesus. Percebi, através da leitura, o que é preciso melhorar e que estou no caminho certo.

Que Maria, nossa Mãezinha, e São Luís de Montfort possam interceder por nós, para que conquistemos a cada dia um degrau da escada da santidade.

“Respondo-lhes que é bem verdade que os mais fiéis servos da Santíssima Virgem, porque são seus grandes favoritos, recebem dela as maiores graças e favores do céu, isto é, as cruzes; mas sustento que são também os servidores de Maria que levam essas cruzes com mais facilidade, mérito e glória [...] porque esta boa Mãe, cheia de graça e unção do Espírito Santo, adoça as cruzes que para eles talha, no mel de sua doçura maternal e na unção do puro amor [...]”


Desafio setembro/outubro : Não ficção
A Rosa e o Fogo - Ignácio Larrañaga
foto e resenha - colaboração - Nice Sestari

Antecipo por um dia a entrega de mais um desafio!!! Posso dizer que foi muito bom, um livro para cuidar da alma.

Sinopse:

'Neste livro, Inácio Larrañaga faz um relato autobiográfico, no qual testemunha sua experiência de Deus. Partindo de sua entrada no seminário, relata sua decepção com os estudos da teologia, sua leitura dos clássicos humanistas, suas experiências noturnas de oração, sua paixão pela música e o trabalho como organista e, acima de tudo, a experiência relâmpago com o amor de Deus ( gratuidade infusa extraordinária ). 

O autor também narra sua vida como missionário no Chile, e o período do Concílio Vaticano II, com suas lutas por renovação. A rosa e o fogo é um livro do qual o leitor terá dificuldade de se afastar antes de terminada a leitura, pois é um relato de sinceridade e, sobretudo, de amor.'



Deixarei somente a sinopse, porque é tão lindo o livro que escreveria tanto, que talvez muitos desistiram de ler. Apenas colocarei algumas citações, que tocaram meu coração.

'(...) 'no final, o que é decisivo não é a ação, mas a intenção. Se a intenção é reta, a ação é pura...' pg 22

'Pode haver na Igreja uma massa de medíocres, porém, uns poucos desses homens de Deus conferem garantia e credibilidade à Igreja.' pg 54

'Sou como a praia, Ele é o mar vasto, profundo e azul que  me invade, inunda me ama e me preenche completamente.' pg 78

(...)' cheguei a sentir com profunda intensidade, sobretudo ao entardecer, uma misteriosa e imperiosa nostalgia da Casa do Pai, um súbito e veemente desejo de que tudo acabasse para que tudo começasse. Tenho a firme convicção de que a vida eterna é uma realidade tão elevada que não existe mente que a  possa conceber nem língua capaz de expressá-la.' pg 102

(...) ' quando se descuida da atividade de oração, Deus começa a transformar-se em uma realidade cada vez mais ausente, distante e inexistente, e acaba por ser um conceito; e , num círculo vicioso implacável, vai se perdendo a vontade de estar com Ele.

(...) 'percebi nitidamente...: como é fácil deixar Jesus para se dedicar às coisas de Jesus!'


Frei Ignacio Larrañaga Orbegozo OFM Cap.



Nascido na Espanha, 04 de maio, na cidade de Azpeitia, no Bairro Baristain, aldeia Txanton. 

Na idade de 12 anos, em 1940, entrou no Seminário dos Capuchinhos de Alsasua, pouco antes de sua ordenação, recebe subdiaconato em 29 de março de 1952, na cidade de Pamplona, e foi ordenado em 20 de dezembro de 1952, em San Sebastián.

Radicado no Chile desde 1959, implantou um apostolado variado e fecundo.



Realizou uma série de semanas de vida franciscana ao longo da estreita e longa geografia chilena. Como resultado dessa evangelização prolongada foi surgindo ao longo dos anos, um grande entusiasmo entre todos os membros da família franciscana, que não se reduziam apenas em emoções ou palavras, mas que foram se concretizando em projetos preciosos. E, desde 1974, são 33 anos ininterruptos aplicando Encontros de Experiência de Deus (EED) em 34 países dos quatro continentes, com uma média de 35 a 40 Encontros anuais e uma média de píblico de 250 pessoas por semana.

As Oficinas de Oração e Vida (TOV), serviço eclesial aprovado pela Santa Sé desde 1997, e que foi fundada em 1984, constitui o ápice e o coroamento de toda a sua atividade apostólica.A frase, clara e evidente, que sintetiza o caminho a seguir nas Oficinas de Oração e Vida é "do encanto de Deus, ao encanto da vida".
Frei Ignacio faleceu aos 85 anos depois de uma vida fecunda em frutos evangelizadores, em 28 de outubro de 2013. 





Desafio julho/agosto: Poesia
De Camões a Pessoa - Douglas Tufano
Foto e resenha - colaboração - Alessandra veras



Apesar do atraso, ta valendo....



O livro de poesia que escolhi foi “De Camões a Pessoa: Antologia escolar da poesia portuguesa”, organizado por Douglas Tufano.



Como o nome já diz é algo voltado mais para a escola. Sabem, aqueles momentos no Ensino Médio que nos aprofundamos na literatura portuguesa e os grandes poetas aparecem?! Esse é o livro! Foi um pouco difícil de ler, confesso. Mas me lembrei tanto das aulas na escola. Tãobom reviver esses momentos!





O livro é dividido por autor, sendo eles: Luís de Camões, Bocage, Almeida Garret, João de Deus, Antero de Quental, Cesário Verde, Antônio Nobre, Eugênio de Castro, Camilo Pessanha, Florbela Espanca, Mario de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa. Antes de se apresentar as poesias, é colocada uma breve biografia, que ajuda (e muito) a situar o leitor no contexto da época.



Uma leitura que vale a pena sim. Ainda não é o meu favorito, mas fiquei feliz de ver um dos poetas que mais gosto, o Fernandinho... digo, o Fernando Pessoa. Não sei porquê, mas gosto muito dele. Coloco aqui um trecho do seu poema “O Guardador de Rebanhos”, sob o heterônimo de Alberto Caeiro.


“O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como um malmequer, 
Porque o vejo. Mas não penso nele
O Mundo não se fez para pensarmos nele
Porque pensar é não compreender...
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...”





Desafio julho/agosto: Poesia
Coquetel Motolove - Luiza Romão


Pessoal! Demorei mas terminei, ufa... Hehehe! Desculpem a demora!



Seguindo o desafio, li um livro de uma poetisa contemporânea, de rima esperta e fácil de ler, bastante politizada! Em tempos de gente pedindo a volta da ditadura (!!!), é um alento...



Segue um videozinho massa dela recitando:







Foto e resenha: Colaboração Lucas Celestino Ramos





Desafio julho/agosto: Poesia

Poemas e Bumba-meu-Poeta  / Murilo Mendes


foto e resenha - Colaboradora - Nice Sestari

Nossa!!!! O tempo passa muito rápido, já estamos concluindo mais um desafio.



Posso dizer que foi mesmo um desafio. Ler uma poesia tudo bem, mas ler um livro inteiro, sei não... 



Bom na falta de um, li dois e amei. 

O post está grande então resolvi, colocar algumas poesias no blog no decorrer do mês.



Escolhi ler poesias de Murilo Mendes, por ser um poeta desconhecido pra mim. E li também o famoso Manuel Bandeira.



Murilo Monteiro Mendes nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 13 de maio de 1901. Mudou-se para o Rio de janeiro ainda jovem e passou os últimos vinte anos de sua vida na Europa,(Bélgica, Holanda e França). Em 1957, foi professor de Cultura Brasileira na Universidade de Roma. Suas obras foram difundidas por toda Europa, onde ficou conhecido, inclusive por um círculo de amizades de artistas renomados, como: Miró, Breton, Ezre Pound e poetas brasileiros. Casado com a poetisa Maria da Saudade.



Exerce várias profissões: prático de farmácia, professor de francês, funcionário do cartório, telegrafista, arquivista do Ministério da Fazenda. Mas foi durante seu período como escriturário do Banco do Brasil que o autor começou a colaborar com textos e poemas para jornais e revistas do período Modernismo, como Revista de Antropofagia, Verde, Terra Roxa, Outras terras.



O autor fazia parte de um grupo que, na década de 30, encontrou no cristianismo o refúgio para as crises política e ideológica pela qual o mundo passava. Dessa forma, esse conjunto de escritores da segunda geração moderna era chamado de espiritualista. Além de Murilo Mendes, fizeram parte desse grupo: Vinícius de Moraes e Cecília Meireles. Contudo, essa fase religiosa continuava agregada à realidade social e era um pressuposto para trazer o catolicismo mais voltado aos problemas sociais.



Seu primeiro livro, intitulado “Poemas” foi publicado em 1930 e recebeu o Prêmio Graça Aranha. 
Murilo Mendes faleceu em Lisboa, em 13 de agosto de 1975.


Obras de Murilo Mendes

Poemas, 1930
História do Brasil, 1932
Tempo e Eternidade, 1935 (em colaboração com Jorge de Lima)
A Poesia em Pânico, 1938
O Visionário, 1941
As Metamorfoses, 1944
O Discípulo de Emaús, prosa, 1944
Mundo Enigma, 1945
Poesia Liberdade, 1947
Janela do Caos, 1948
Contemplação de Ouro Preto, 1954
Poesias, 1959
Tempo Espanhol, 1959
Poliedro, 1962
Idade do Serrote, memórias, 1968
Convergência, 1972
Retrato Relâmpago, 1973
Ipotesi, 1977
A Invenção do Finito, 2002, póstuma
Janelas Verdes, 2003, póstuma



Como disse acima, li também Manuel Bandeira, por causa da poesia 'Saudação a Murilo Mendes' - encontra-se no livro - Estrela da Vida Inteira -
foto e resenha - Colaboradora-  Nice Sestari -

Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho, nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, no dia 19 de abril de 1886. 
Com 10 anos de idade, o poeta publica o seu primeiro poema, um soneto em alexandrinos que sai na primeira página do Correio da Manhã.

Em 1903 vai para São Paulo e ingressa na Escola Politécnica, no curso de Arquitetura, mas no fim do ano letivo teve que abandonar os estudos, por ter contraído tuberculose. Voltou para o Rio de Janeiro onde tentou tratamento em estâncias climáticas em Teresópolis e Petrópolis.

Perde a mãe em 1916, a irmã em 1918 e o pai em 1920. Em 1917, publica seu primeiro livro “A cinza das horas”.. Em 1919, publica "Carnaval", que representou sua entrada no movimento modernista. 

Para a Semana de Arte Moderna de 1922, enviou o poema "Os Sapos", que lido por Ronald de Carvalho, tumultuou o Teatro Municipal. Nesse mesmo ano morre seu irmão.

Em 1940 foi eleito para Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de nº24. A partir de 1943 é nomeado professor de Literatura Hispano-Americana da Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1957, viaja durante quatro meses pela Europa. Ao completar oitenta anos, em 1966, publica “Estrela da Vida Inteira”.

Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho faleceu no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro de 1968,sendo sepultado no mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista.

Obras de Manuel Bandeira

A Cinza das Horas, poesia, 1917
Carnaval, poesia, 1919
Os Sapos, poesia, 1922
O Ritmo Dissoluto, poesia, 1924
Libertinagem, poesias reunidas, 1930
Estrela da Manhã, poesia, 1936
Crônicas da Província do Brasil, prosa, 1937
Guia de Ouro Preto, prosa, 1938
Noções de História das Literaturas, prosa, 1940
Lira dos Cinquent'Anos, poesia, 1940
Belo, Belo, poesia, 1948
Mafuá do Malungo, poesia, 1948
Literatura Hispano-Americana, prosa, 1949
Gonçalves Dias, prosa, 1952
Opus 10, poesia, 1952
Intinerário de Pasárgada, 1954
De Poetas e de Poesias, prosa, 1954
Flauta de Papel, prosa, 1957
Estrela da Tarde, poesia, 1963
Vou-me Embora pra Pasárgada, poesia, 1964
Andorinha, Andorinha, prosa, 1966 (textos reunidos por Drummond)
Estrela da Vida Inteira, poesias reunidas, 1965
Evocação do Recife, poesia, 1966
Colóquio Unilateralmente Sentimental, prosa, 1968


Saudação a Murilo Mendes  
                                                                               Manuel Bandeira

Saudemos Murilo Medina Celi Monteiro Mendes que menino 
         invadiu o céu na cola do cometa Halley.
Saudemos Murilo
Grande poeta
Conciliador de contrários
Incorporador do eterno ao contingente

Saudemos Murilo
Grande amigo da Poesia
Da poesia em Cristo
E em Lúcifer
Antes da queda

Saudemos Murilo
Grande amigo da Música
Especialmente grande amigo de Mozart
Que lhe apareceu um dia
Vestido de casaca azul

Saudemos Murilo
Grande amigo das Belas-Artes
Descobridor do falecido Cícero
(Hoje reencarnado num pintor abstracionista que vive em Paris onde o chamam Diás).

Saudemos Murilo
Para quem a amizade é também uma das Belas-Artes
Murilo grande amigo de seus amigos
Delicado fiel atento amigo de seus amigos

Saudemos Murilo
Grande marido dessa encantadora Maria da Saudade
Portuguesa e brasileira
Como seu nome
Invenção de dois poetas

Saudemos Murilo
Antitotalitarista antipassadista antiburocratista
Anti tudo que é pau ou que é pífio

Saudemos o grande poeta
Perenemente em pânico
E em flor.



Bônus: Livro de Contos

Contos - de Ana Maria Machado

Olá pessoal! Como havia dito, a cada bimestre tentaria ler um livro de Contos. Pois bem, escolhi para este momento o Livro de Ana Maria Machado – Contos - Ed. Objetiva - 2012 .

Conhecia mais as obras infantis desta autora. Posso dizer que é uma mulher inteligente, maravilhosa e de uma bagagem de vida, muito além...

Vamos conhecê-la primeiro, depois falo um pouquinho do livro.
Ana Maria Machado  nasceu em Santa Tereza, Rio de Janeiro, a 24 de dezembro de 1941. É casada com o músico Lourenço Baeta, do quarteto Boca Livre. Tem mais de cem livros publicados (dos quais 9 romances e 8 ensaios), mais de vinte milhões de exemplares vendidos, publicados em vinte idiomas e 26 países. Muitos prêmios recebidos, citarei alguns: Hans Christian Andersen, internacional, pelo conjunto de sua obra infantil (2000); 3 Jabutis; o Machado de Assis da Biblioteca Nacional para romance; o Casa de Las Americas ( 1980, Cuba), entre outros. Formou-se em Letras Neolatinas, em 1964, na então Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil e fez estudos de pós-graduação na UFRJ.

Em 1969, depois de ser presa pelo governo militar, deixou o Brasil e partiu para o exílio. Voltou ao Brasil no final de 1972. Mesmo longe não parou de escrever, principalmente os livros infantis. Quer saber mais é só acessar:          http://www.anamariamachado.com



Foto e Resenha - Colaboradora  -Nice Sestari -






No livro há quatro contos: 

O primeiro: 'Todas as filhas' 



Conta a história da estudante de pintura no Curso de Arte Contemporânea , Olívia, "olhos imensos, cor de âmbar, curiosos, abertos para o mundo em volta como se a vida fosse uma coisa maravilhosa e cheia de surpresas. E o sorriso de encantamento que de vez em quando deixava transparecer a menininha, por dentro daquela adolescente magricela e meio desengonçada, de longas pernas e braços, mãos grandes de dedos compridos.”



E de Miguel. "Alto, magro, esguio – uma silhueta de toureiro[....]essa cútis amassada de azeitona e jasmim”.



Olivia filha do jurista Demócrito Cavalcanti Sampaio, resolve ir embora com seu “amor”. Mas, decide contar ao seu pai que deseja ficar junto com Miguel. Esse pai foi muito sábio, digo de passagem.



“Publicitário esperto! Ainda se anuncia como um artista romântico e perseguido político! Um gavião em cima da minha pombinha, isso sim. Tenho que dar um jeito nisso, proteger minha filha.” 



Fala muito do cotidiano e surpresas de quem tem adolescente em casa, vale a pena ler. Até porque pode acontecer em qualquer família.

Ah, esqueci! Miguel era casado, tinha uma filha de três anos... Isso, tinha... Tem mais um a caminho!



O segundo conto : OK, você venceu – relata a história de Vicente e Franca, gente é coisa de louco esse conto.



Franca ... mulher madura, já tinha a obrigação de não ser ingênua.
Quem mandou a Franca não perguntar?
Quem mandou a Franca não controlar?
Também, quem mandou a Franca não desconfiar?
Quem mandou a Franca acreditar em juras de amor a essa altura da vida?
Quem mandou não reparar no risco que estava correndo?

Agora eu te pergunto, quem traiu quem? Lê depois me conta, Ok!

O terceiro conto: Estações – Simplesmente lindo – O encontro de pai e filho, o ovo cozido sem água , a mágica, pequenos gestos que transformam a vida das pessoas.

"Isso mesmo, meu filho! Faro fino, olho vivo, ouvido atento. Atenção a qualquer detalhe que possa fazer diferença."

"Ficaram olhando e tentando descobrir, pela cor, pelo clima, a que estação corresponderia cada pintura. Não tiveram muita dificuldade, havia em cada uma diferentes elementos que evocavam calor e frio, abundância e escassez, recolhimento e expansão. Era apenas uma questão de olhar bem, sentir e ver."

"Mas que se eu fizesse a pergunta certa, ela também queria me ajudar a procurar a resposta. E que o que eu devia perguntar não era por que as coisas acontecem e a gente não entende, mas para que acontecem essas coisas que a gente não entende."

" ...é infinito o que pode se esconder numa estação..."

Quarto conto: Tratantes, esse conto é a ternura em forma de palavras. Dona Lídia a avó e seus netos, num desses momentos únicos, que se tornão lembranças pra uma vida.

"Então vamos brincar de fazer coisas boas o dia inteiro."
“Fabricamos lembranças”, podia ser a resposta que Lídia não chegou a dar, porque o neto
foi logo anunciando:
– A gente brincou de tratante.
– A vovó tratou da gente e a gente tratou dela."


É isso! Boa leitura e até a próxima!
                                            


Desafio maio/junho: Mitologia

As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia - Marion Zimmer Bradley

Foto e resenha - Colaboradora Nice Sestari - 




‘As Brumas de Avalon’ está dividida em quatro tomos: A Senhora da Magia (1) - A Grande Rainha (2) - O Gamo-Rei (3) - O Prisioneiro da Árvore (4) . 



Pois bem pessoal, esta resenha será sobre o primeiro livro “A Senhora da Magia”. Por ter outros livros na humilde lista deste ano, tenho que deixar os outros três para uma próxima. 



Este livro traz a história do rei Artur, é uma leitura fácil e gostosa. Apesar de muitos personagens a autora consegue entrelaçar a todos. O pano de fundo é a invasão dos saxões e a chegada do Cristianismo. 



“Ao CONTAR ESTA HISTÓRIA, falarei por vezes de coisas que ocorreram quando eu ainda era demasiado jovem para compreendê-las, ou quando não estava presente.” “...Mas eu tive sempre o dom da Visão.”“...eu,que sou Morgana, conto-vos estas coisas, Morgana que em tempos mais recentes foi chamada Morgana, a Fada.” 



Inicia-se a história com Igraine, casada contra vontade com Duque Gorlois da Cornualha, que tem uma filha desta união, Morgana. Com interferências de Merlin e Viviane e a morte de seu esposo, Igraine casa-se com Uther Pendragon, desta união nasceu Artur – futuro rei que salvará a Bretanha. 



Morgause convivia no castelo com sua irmã Igraine. “Morgause era fria e calculista, jamais seria levada pelos impulsos ou emoções”.Com toda certeza esta promete, pra mim ela tem um caráter dúbio. 



Já Viviane a mais velha das três irmãs é a Senhora do Lago e da ilha sagrada, Sacerdotisa da Deusa, criatura estranha, hora doce e, por muitas vezes, fria, calculista e determinada. 



Merlin da Bretanha, Druida, Bardo, na história, é pai de Viviane e suas irmãs, é um homem muito articulador. Sinceridade, achei um pouco estranho o papel de Merlin, já que tenho ele como um mago e feiticeiro. Pesquisas feitas e descobri que nesta versão a autora coloca estes personagens como títulos políticos-religiosos da matriarca (Viviane) e do patriarca (Merlin) dos celtas pagãos e não como personagens específicos. 



No desenrolar da história, o foco vai para Morgana, sua ida para Avalon, a influência de sua tia Viviane, até se tornar uma sacerdotisa, cheio de mistérios, magia, mentiras, submissão, decepção e rituais. 



Assim, Artur já adolescente é envolvido por um véu de conflitos, sedução, magia e rituais, do qual ele percebe o peso de se tornar o futuro rei. 



Personagens fortes como Lancelote, Raven e Gwenhwyfar, filha do Rei Leodegranz, dão mais força a história, movidos pelo mistério de Avalon e o mundo cristão. 

Os pontos fortes do livro nos mostram o choque de culturas, o papel da mulher, muito simbolismo e rituais pagãos e a sucessão e ascensão ao trono. 

"Morgana estava agora recebendo o seu preparo como sacerdotisa, e tinha de aprender a dominar o medo, tal como sobrepujara a fadiga, as dificuldades e a fome." 

"As tribos do povo encantado, e todas as tribos do Norte, ganharam um grande líder, que será posto à prova pelo rito antigo."

"Não tenho dúvidas de que seria necessário mais do que a sua magia... Você pode pensar com desprezo sobre o sangue do Pendragon, mas é dele que Merlin se tem de valer para colocar Artur no meu trono."


Obs: O politeísmo celta, também conhecido como paganismo celta, refere-se às crenças e práticas religiosas dos antigos povos celtas da Europa Ocidental, antes da cristianização. 

O politeísmo celta era animista e acreditava nos espíritos existentes em objetos naturais como árvores e pedras. As crenças e práticas religiosas dos celtas variavam ao longo dos diferentes regiões celtas, que incluíam a Irlanda, a Grã-Bretanha, Celtiberia, Gália. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.





Desafio maio/junho: Mitologia


                         Heróis, deuses e monstros da mitologia grega -  Bernard Evslin


Foto e resenha: Colaboradora -  Alessandra Veras

Oiiii genteee!!!
Aqui vai minha resenha...

Eu li o livro "Heróis, deuses e monstros da Mitologia Grega". É um livro muito leve e de linguagem fácil. Nele podemos encontrar as histórias de muitos deuses, semideuses, monstros etc. 

As histórias narradas são muito cativantes, todas em forma de aventura. Tudo isso atrai, ainda mais, o leitor para este universo enigmático. 

É interessante perceber como as atitudes dos deuses são tão próximas às atitudes humanas, de forma que a vaidade, a cobiça, os interesses pessoais estão sempre em primeiro lugar.


Desafio maio/junho: Mitologia

As 100 melhores histórias da mitologia - A.S.Franchini e Carmen Seganfredo

Foto e resenha: Colaborador - Lucas Celestino Ramos


Bom, seguindo o desafio, escolhi um livro chamado "as 100 melhores histórias da mitologia".



É muito bom, porque além de contar as histórias mais populares, ele é escrito em forma de narrativa, como se a história realmente tivesse acontecido, então é como ler um livro de fábulas! 



Não li todas as histórias (fim de semestre né, sabem como é :p), mas recomendo muito, principalmente as mais conhecidas, a Guerra de Tróia, a Grande Guerra de Titãs Contra os Deuses do Olimpo, os Trabalhos de Hércules, Ícaro! Muito fera!



E, se você curte jogos eletrônicos, você pode complementar sua experiência com " God Of War", que aparece na foto ae! Rs!! Como é um jogo mitológico, fala de guerra, pode ser um pouquinho violento e tal... Mas olha, para quem curte, super recomendo! Hehehe!



É isso! :)





Desafio março/abril: autor alemão ou autor brasileiro.

J.W. Goethe - Os sofrimentos do jovem Werther
Foto e resenha Colaboradora - Luciene Brigagão


Olá pessoal!Terminei as angustiantes linhas de os sofrimentos do jovem Werther. Como sofre esse pobre coitado...na verdade ele não se acha um pobre coitado, mas sim um herói que morreu por tanto amar.



Só os românticos entendem. Os sofrimentos do jovem Werther, sofrimentos esses da alma que transpõe as páginas e chega ao leitor assim eu os senti... A sensibilidade é desnudada de forma que ao comtemplar a natureza ele se compadece em pensar que um simples passeio pelos campos provocará a morte do menor ser vivo. E no entanto ele abraça o suicídio de forma simplista, como que normal. Mas seu maior tormento é pela jovem Charlotte, quando a conhece já é comprometida com Albert, seu noivo, com quem  casa. Para desespero do jovem, que já havia se mudado de cidade e não consegue se adaptar a sociedade, e, é nítida a antipatia em relação a burguesia da época, se demite e volta para perto de sua amada. Ele entende que é heroísmo morrer por amor e não uma rendição, e se entrega a morte como forma de alívio para a alma. 

Um livro proibido na Europa, na época pois o efeito Werther rendeu muitos suicídios.



Ufa....que história!!!!!






Desafio março/abril: autor alemão ou autor brasileiro.

Friedrich Nietzsche - Genealogia da moral
Foto e resenha: Colaborador - Lucas Celestino Ramos


Bom, o livro que eu li é um livro de filosofia! Rs! E creio que terei de le-lo outras muitas vezes mais, porque acho que não o compreendi totalmente (e não terei compreendido nem na segunda e nem na terceira, talvez na quarta leitura... Rs!)



No livro, Nietzsche (um cara mal compreendido vai!? Rs!), se debruça na pesquisa da origem da moral, e se ela é benéfica ou não para a evolução do homem. Ele chega em extremos, e é interessante perceber que pode ser perigoso (os pensamentos dele foram muito utilizados para dar sustentabilidade ao nazismo. E isso até gera um certo preconceito com relação ao filósofo...).



De todo o jeito, aprendi com minha mãe que de alguns lugares a gente tem que pegar só o que vale a pena, então uma das coisas mais valiosas desse livro, está no prefácio:



"Verdade seja que, para elevar assim a leitura à dignidade de 'arte' é mister, antes de mais nada, possuir uma faculdade hoje muito esquecida (por isso há de passar muito tempo antes dos meus escritos serem 'legíveis'), uma faculdade que exige qualidades bovinas, e não as de um homem moderno. Falo da faculdade de ruminar."



Desafio março/abril: autor alemão ou autor brasileiro.

" A águia dos Andes - Mario Hiriart meu amigo" de  Georg Schroeder


Foto e resenha: colaboradora-  Alessandra Veras


No livro " A águia dos Andes - Mario Hiriart meu amigo", Georg Schroeder conta um pouco mais da vida deste Irmão de Maria.

Mario é chileno, engenheiro, uma pessoa alegre, com uma vida sempre baseada na fé em Cristo. Quer mudar o mundo em que vive e levar muitas pessoas a Cristo, ao Santuário da Mãe Rainha.



"Num mundo massificado, como o de hoje, que quase nos convenceu de que nada podemos fazer para mudá-lo, nunca é demais chamar a atenção para a grandeza de um ato realizado no silêncio." (Schroeder, pg 73)



São nas pequenas e silenciosas coisas que podemos mudar tudo, por isso, Mario Hiriart é considerado um herói para os schoenstattianos, por seu exemplo e fidelidade à missão. Muitos diziam que ele era um santo, pois sua vida refletia tudo aquilo que aprendia e acreditava. 



E Schroeder, neste livro, relata fatos que aconteceram no período em que conviveu com Mario.



                                 


Desafio março/abril: autor alemão ou autor brasileiro



O Leitor de Bernhard Schlink
Foto e resenha: Colaboradora -  Nice Sestari





Olá pessoal chegou o dia de inaugurar nosso desafio!



Nesse primeiro momento seria escolher um autor alemão, ou autor brasileiro. O brasileiro em breve deixarei minha resenha.



Autor alemão escolhi o contemporâneo, Bernhard Schlink, com o livro “O Leitor”, de 1995. Numa trama recheada de drama, paixões e de questionamentos.



A história se passa em 1958, na Alemanha pós-nazista, e quem nos apresenta a narrativa é o personagem Michael Berg, advogado, pai de uma filha, separado e mal resolvido com seus conflitos do passado. Muitas vezes nos parece um homem tímido, no decorrer da história percebemos que ele é amargurado e fechado em seu mundo de desilusões.



Ele nos narra seu passado. Com 15 anos de idade conhece Hanna, 21 anos mais velha que ele. E acontece o inesperado, um romance que dura todo o verão. Eles começam a ter seus momentos íntimos e intensos. Como ele era estudante, Hanna pede para ele ler para ela, um acordo firmado antes ou depois de se relacionarem.



Muitas vezes ela o questiona, sofre com as personagens. E assim se passa o verão, entre leituras, sexo, conflitos, desejos e segredos.



“Mas já não era como antes: ela calou-se com os seus juízos... agora era ela que entrava no mundo das personagens, como o assombro com que se faz uma viagem para longe ou se percorre um castelo onde nos é permitido entrar, onde nós podemos demorar, com o qual nos familiarizamos sem contudo perdermos totalmente o receio.” (Pg. 122)



Um dia, sem explicação, Hanna desaparece e a vida de Michael fica de cabeça para baixo, sem saber o paradeiro de sua amada.



Com o passar dos anos Michael, já estudante de direito, acompanha seus colegas de classe e seu professor, a um processo de ex-oficiais da SS, das quais são julgadas pela morte de prisioneiras judias.



E para surpresa de Michael, uma das oficiais é Hanna. Depois de 8 anos ele se depara com sua amada. E no decorrer do julgamento, que leva dias, Michael percebe que Hanna guarda um segredo.



Ao descobri-lo, ele não sabe o que fazer, pois percebe que Hanna não quer revelá-lo. Michael fica entre salvá-la ou deixar que ela seja condenada à prisão perpétua.



Depois de um longo tempo, ele já mais velho, ao rever suas anotações sobre o caso de Hanna, re-lê alguns livros dos quais passava horas na sua juventude a ler para sua amada, tem uma ideia de gravá-los em fita de áudio e enviar para Hanna na prisão.



Hanna se surpreende com o presente e recebe várias dessas fitas no decorrer de longo tempo. Até que ela tem um despertar e começa a aprender a ler e escrever “sozinha”. Um dia ela resolve escrever para Michael, mas ele não a responde. Hanna é o tipo de pessoa incapaz de discernir o certo e o errado, parece que vive num mundo à parte, há momentos que nos dá muita raiva e, por outro, nos remete ao sentimento de piedade.



“Quando Hanna arranjou coragem para aprender a ler e escrever, deu o passo da imaturidade para a maturidade, um passo para a renascença.”(Pg 125)



Até que um dia Michael é solicitado, para que venha a prisão, por ele ser a única pessoa que mantém contato com Hanna. Para que ele a ajude quando for livre. 

“Talvez <<tarde de mais>> não exista, apenas <<tarde>>, e <<tarde>> seja sempre melhor do que <<nunca>>?” (pg 126)

Com uma narrativa leve e emocionante o autor nos faz olhar por vários ângulos: o analfabetismo, sugestões de livros, conflitos pessoais, personagens secundários importantes para a historia de Michael e Hanna. Tudo nos leva a questionar o que uma pessoa é capaz, para esconder sua vergonha, seu segredo. 

Quer saber que fim leva, Michael e Hanna. Será que você os condenaria?





Desafio "Tem que ler mesmo?"

Um é pouco, dois é bom, três é demais... só que não!
Como se não bastasse dois desafios, inventamos um terceiro... 


Dois jovens gostaram dos desafios, do qual participo, mas devido aos estudos não dariam conta. Então, numa simples brincadeira, criaram um novo. Com o singelo nome de              "Tem que ler mesmo?" Respondo: SIM!!! 




Abaixo deixamos os temas e a regra.
E aí? Aceita o desafio? 







5 comentários:

  1. Nice!!!
    Quantos livros! E nos temas mais variados!!!
    Muito bom esse desafio!
    Eu já li o Leitor, abandonei na primeira vez e no fim gostei bastante.
    Como diria Nietzsche , temos que ruminar, rsrsrs. Sim, alguns livros ficam ruminando em nossa cabeça muito tempo.

    Bjs,

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    1. Obrigada Patricia, pela visita!!!! Nietzsche tinha razão ruminar é preciso (rs). Bjs

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Minha nossa, que delíciaaaa
    vc anda lendo bastante Nice, amo isso!
    amo essas viagens que nos concedemos quando embarcamos na leitura!
    Continue assim!
    bjins
    Leila

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    1. Verdade leila, ler é tudinho de bom! Mas, ainda não chego aos seus pés, devoradora de livros! (rs)... Obrigada pelo carinho.

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